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	<title>Chopp de alta qualidade &#124; Chopp para Festas &#124; Chopp Escuro &#124; Chopp Claro &#124; Chopp Gelado &#124; Distribuidores de Chopp &#187; Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer</title>
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	<description>Chopp de alta qualidade, exclusivo para festas, nÃ³s temos Chopp Claro, Chopp Escuro, e com nossos distribuidores o Chopp Gelado, experimente jÃ¡..!</description>
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		<title>A história da Apple</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 12:38:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer]]></category>

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		<description><![CDATA[Design, inovação e poder: conheça a história da empresa que trouxe glamour e revolucionou a história dos computadores pessoais. O que leva milhares de americanos a formarem longas filas em frente às lojas para comprar um smartphone? Qual a fórmula mágica para ser uma das empresas de tecnologia mais respeitadas de todo o mundo? Conheça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Design, inovação e poder: conheça a história da empresa que trouxe glamour e revolucionou a história dos computadores pessoais.</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/318951860.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1603" style="border: 0pt none;" title="318951860" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/318951860-300x85.jpg" alt="" width="300" height="85" /></a></p>
<p>O que leva milhares de americanos a formarem longas filas em frente às lojas para comprar um smartphone? Qual a fórmula mágica para ser uma das empresas de tecnologia mais respeitadas de todo o mundo? Conheça um pouco sobre a história da Apple, marca responsável por produtos inovadores e que enlouquecem uma legião de fãs a cada lançamento.</p>
<p>Quem diria que dois garotos hippies da Califórnia realizariam o sonho de levar o computador – uma ferramenta, até então, desconhecida de muita gente – para dentro das casas de todo o mundo? Pois bem, é assim que começa a história da maçã.</p>
<p>Em 1976, Steve Jobs e Steve Wozniak, dois jovens apaixonados por inovação, faziam parte de um grupo que montava seus próprios computadores de forma bastante artesanal. Foi em um dormitório de faculdade que a Apple Computers Inc. surgiu, trazendo à tona o Apple I, projeto de um computador bastante avançado para a época, mas que foi recusado por empresas já consolidadas, como a Atari e a HP.</p>
<p>Embora não tenha sido um grande sucesso de vendas, o Apple I, que era apenas a placa de circuito e custava cerca de 600 dólares (o que hoje equivale a 5000 dólares), foi um bom começo e deixou os rapazes esperançosos.  A placa de circuito era geralmente armazenada em uma caixa de madeira, de modo bastante rústico.</p>
<p>O que era um sonho hippie, acabou se transformando na maior promessa da tecnologia e, mais que isso, em um culto. Afinal, há quem diga que ao comprar um produto Apple, você não está  simplesmente adquirindo um MP3 Player ou um computador, mas sim um estilo de vida.<span id="more-1602"></span></p>
<p><strong>iNovação</strong></p>
<p>Com aperfeiçoamentos notáveis, o Apple I ganhou um sucessor: o Apple II. Lançado em 1977, ele fez muito sucesso, apesar de seu preço elevado – cerca de 1.200 dólares, o que hoje equivale a 10 mil dólares.   Com características semelhantes às presentes nos computadores de hoje, o Apple II vinha em um gabinete de plástico e com um teclado incorporado. O modelo foi tão bem aceito no mercado, que perdurou até o início dos anos 90.</p>
<p>Do Apple II em diante, a empresa resolveu apostar forte nos computadores com interface gráfica e mouse, ideia que Jobs afirma ter “sido emprestada” da Xerox, empresa onde computadores com interface gráfica eram desenvolvidos há tempos.</p>
<p>Para Jobs, a Xerox tinha em mãos uma ideia brilhante, mas não sabia ao certo o que fazer com ela. A qualidade das interfaces gráficas e dos próprios computadores da Xerox não era satisfatória e o preço era exorbitante. Então, Jobs pegou os computadores da Xerox como base para sua inspiração e trouxe inovações de cair o queixo ao mundo dos computadores.</p>
<p>Em 1983, um grande passo: o lançamento do Lisa, um computador avançado com 1MB de memória RAM, dois drives de disquete, disco rígido de 5MB e um monitor de 12 polegadas. Com uma interface muito bem elaborada e uma suíte de aplicativos equivalente ao Office atual o Lisa tinha tudo para ser um sucesso absoluto, se não fosse o preço: 10 mil dólares da época.</p>
<p>Um ponto negativo para as vendas, dois pontos para a experiência da empresa, que utilizou o Lisa como base para o Macintosh, em 1984. Com configurações semelhantes a de PCs da época, o Macintosh trazia o sistema operacional Mac OS 1.0, responsável também por popularizar a interface gráfica (GUI).</p>
<p><strong>iMarketing</strong></p>
<p>A era Macintosh não representa apenas inovações nos produtos, mas também no modo com que empresa alcançava seus clientes e em como os computadores Apple tornaram-se objetos de desejo. Foi com o Macintosh que Steve Jobs resolveu arriscar e, no intervalo do Super Bowl – um dos maiores eventos esportivos dos EUA– veiculou um comercial que deixou milhões de americanos de olhos arregalados.</p>
<p>O vídeo de 60 segundos consiste em uma metáfora para a liberdade, em que o Grande Irmão (figura da famosa obra de George Orwell) simboliza a gigante IBM. Esta foi a primeira grande demonstração de interesse de Jobs pelo marketing, um ponto extremamente forte da empresa.</p>
<p>“Quando uma propaganda acaba se tornando um elemento da cultura pop, é porque ela deu certo.” Assim diz Steve Jobs, à respeito de propagandas como a do iPod e as famosas “Get a Mac” que, assim como a propaganda de 1984, conquistou muitos adoradores dos produtos Apple e tiveram grande repercussão no mundo todo.</p>
<p><strong>iMacintosh</strong></p>
<p>Em 1985, o sucesso do Macintosh pareceu desestabilizar a empresa, que resolveu demitir Steve Jobs e acabou por ficar também sem Steve Wozniak, que voltou para a faculdade. A partir de então, os computadores da Apple perderam o brilho e traziam uma interface desatualizada para os padrões da época, com características que desagradavam os consumidores.</p>
<p>Esta foi uma verdadeira fase de declínio, em que os inovadores e poderosos computadores da maçã não representavam ameaça alguma para concorrentes como a Microsoft e desapontavam os fãs.   Foi apenas em 1991 que a Apple começou a acordar de seu pesadelo e lançou o primeiro PowerBook, um computador portátil que reconquistou o público, alcançando um grande sucesso nas vendas.</p>
<p><strong>PowerPC</strong></p>
<p>Apesar de estar reencontrando a estabilidade, a Apple buscava novas tecnologias que pudessem bater de frente com os PCs, seu grande inimigo. A escolha foi os processadores PowerPC, um processador rápido e co-produzido pela IBM. Em 1994, a primeira leva de computadores PowerPC entrou no mercado e, apesar das expectativas, não foram tão bem aceitos assim.</p>
<p>A incompatibilidade dos processadores PowerPC com os utilizados anteriormente nos Macs, fizeram com que todos os programas tivessem de ser reescritos, causando uma tremenda dor de cabeça tanto para desenvolvedores quanto para os usuários.</p>
<p>A solução da Apple foi criar um programa para emulação dos softwares, o que causava lentidão e vários problemas no sistema. Assim que o tempo passou, os softwares começaram a ser desenvolvidos apenas para processadores PowerPC, amenizando o problema.  Mesmo assim, até hoje se discute se a decisão da Apple pelo PowerPC foi correta.</p>
<p><strong>iNesperado</strong></p>
<p>Apesar de todas as ações tomadas pela empresa, em 1995 a Apple continuava em uma certa crise. Com problemas para compra de peças e montagem de produtos, a empresa de Cupertino ainda teve de lidar com questões jurídicas envolvendo a Microsoft e seu Windows 95, que copiou descaradamente a interface gráfica do Mac.</p>
<p>No final de 96, Steve Jobs – fora da Apple desde 1985 &#8211; já estava com uma empresa de tecnologia montada e a todo vapor. A NeXT estava desenvolvendo computadores e tudo ia muito bem. Foi então que a Apple sentiu a necessidade de ter Jobs de volta à empresa e a melhor solução foi comprar a NeXT.</p>
<p>De volta à Apple, as mudanças de Jobs foram essenciais para reerguer a empresa. A começar pelo corte na linha de produtos que, segundo Jobs, era extensa e complicada. O guru da tecnologia resolveu cortar a linha de computadores Apple em menos da metade, uma decisão que rendeu bons resultados.</p>
<p>A partir de então, a Apple tem sido uma empresa robusta que surpreende o mundo com seu design inovador e tecnologia de cair o queixo.</p>
<p>Alguns exemplos são o PowerBook G3, em 1998, um laptop avançado para a época e cujo preço era acessível.   No mesmo ano, o iMac revolucionou o conceito de computador, trazendo os componentes internos dentro de um monitor. A beleza do produto e a ausência dos já conhecidos cabos conectores chamou a atenção do público jovem e colaborou com a popularização da marca.</p>
<p><strong>iMusic</strong></p>
<p>Em 2001, o grande lance da Apple: um player portátil de áudio e vídeo digital que deixou o mundo em êxtase por seu design arrojado e novidades tecnológicas. Até hoje o iPod é sinônimo de qualidade em player portátil e conta com uma linha para variadas necessidades de tamanho físico e armazenamento.</p>
<p>Basta sair nas ruas, parques ou academias para ver pessoas com os clássicos fones de ouvido brancos para lá e para cá. Com um marketing intenso e design agradável, o iPod revolucionou a música e colocou a Apple novamente no topo das paradas.</p>
<p>Ainda com a música em foco, a empresa lançou o iTunes, um player moderno que armazena, organiza músicas e as sincroniza com o iPod. Junto ao player, a iTunes Store, uma loja em que milhões de músicas podem ser compradas online, por um preço razoável.</p>
<p><strong>iNcrível</strong></p>
<p>Também em 2001, o Mac OS, sistema operacional da Apple, sofreu grandes mudanças e foi reconstruído tendo o UNIX como base. Extremamente mais robusto e agradável, o sistema operacional Mac OS X é considerado, por muitos, o melhor.</p>
<p>Em 2006, o MacBook, o famoso laptop branco da maçã, foi um sucesso de vendas absoluto por trazer um processador Intel (em vez do PowerPC) e recursos interessantes por um preço bastante acessível se comparado a seus antecessores.</p>
<p>Todos os computadores Apple de hoje trazem o processador Intel que oferece mais rapidez, estabilidade e compatibilidade aos computadores da marca. Mais que um hardware e sistema operacional de qualidade, os MacBooks e iMacs tornaram-se objeto de desejo e culto.</p>
<p>Mais recentemente, o que alavancou a marca foi o iPhone, um smartphone de notável tecnologia, com funções de áudio, câmera, internet e muito mais. Utilizando uma tela multitouch e uma versão reduzida do sistema operacional Mac OS X, o iPhone vendeu mais de 1 milhão de unidades em apenas 74 dias.</p>
<p>MacBooks poderosos, iMacs que carregam toda a potência de um computador dentro do próprio monitor e iPhones cada vez mais versáteis. Além disso, a empresa mostra ao público tecnologias que visam a portabilidade, como o incrível MacBook Air e o iPod nano 3G, peças que provam o poder da Apple no mundo da tecnologia.</p>
<p><strong>Quem mordeu a maçã de Cupertino?</strong></p>
<p>A maçã é pop: todo mundo já viu, todo mundo conhece. Mas como surgiu a ideia de ter como símbolo de uma empresa de tecnologia uma maçã mordida? A versão mais plausível e conhecida é a que o símbolo seria uma referência a Newton, que se deu conta da lei da gravidade ao observar uma maçã caindo da macieira. Outra analogia possível seria com Adão e Eva, os personagens bíblicos, em que a maçã representaria todo o conhecimento e a mordida, a aquisição do mesmo.</p>
<p>O primeiro logo da empresa era um tanto quanto exagerado e representa a cena de Newton e sua maçã. Não é preciso nem pensar duas vezes para ter certeza de que o logo não iria fazer sucesso, afinal, ele vai totalmente contra um dos mais fortes princípios de Jobs: a simplicidade. Percebendo tudo isso, Jobs caiu na real e deu a luz a um dos mais famosos símbolos de todos os tempos: a maçã mordida.</p>
<p>A Apple é um fenômeno impressionante que está tirando o sono de muitas empresas como a própria Microsoft. Cada vez que Steve Jobs sobe ao palco com seu visual minimalista para anunciar um novo produto, o mundo para. Afinal, todos querem saber o que a mais inovadora empresa do Vale do Silício anda aprontando e ninguém quer perder a chance de dar uma mordida na maçã.</p>
<p>Se você se interessa pela empresa de Cupertino e quer conhecer um pouco mais de sua história, recomendamos assistir ao filme &#8220;Piratas do Vale do Silício&#8221;, que mostra a fundação da Apple e da Microsoft, bem como todas as suas rivalidades. Há também um livro bastante interessante e que foi lançado recentemente chamado &#8220;A Cabeça de Steve Jobs&#8221;, do jornalista Leander Kahney. O livro conta a história de Steve Jobs e da Apple de maneira bastante completa.</p>
<p><strong>Curiosidades</strong></p>
<p>* O “i” encontrado na frente do nome de vários produtos da marca (iPod, iPhone, iMac) originalmente representava a “internet” mas, passado algum tempo, adquiriu a conotação de pessoal, uma vez que “I”, em inglês, significa “eu”.</p>
<p>* iPods compatíveis com o sistema operacional Windows não começaram a ser vendidos até 2002.</p>
<p>* O primeiro slogan da empresa era “Byte into an Apple” (frase ambígua para um byte dentro de uma maçã ou morda uma maçã).</p>
<p>* A grande maioria das pessoas que compram um produto da Apple, permanecem fiéis à marca.</p>
<p>* Os ususários Mac podem conhecer um pouco mais sobre a história da Apple utilizando um software gratuito chamado MacTracker. O programa traz informações técnicas e imagens sobre todos os produtos já lançados pela empresa até hoje.</p>
<p>* Veja na imagem abaixo todos os produtos já lançados pela Apple em ordem cronológica (clique para ampliar):</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/6197503613.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1607" style="border: 0pt none;" title="619750361" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/6197503613-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a></p>
<p>Por: Bruna Rasmussen</p>
<p>Fonte: www.tecmundo.com.br<br />
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		<title>TOD&#8217;S</title>
		<link>http://www.choppkremer.com.br/blog/2011/03/tods/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 18:50:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer]]></category>

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		<description><![CDATA[O que começou com um sapato que viria a se tornar um ícone do segmento, transformou a sofisticada marca TOD’S em um símbolo do luxo moderno e da mais pura expressão do bom gosto e design italiano, que cativou clientes como Samuel L. Jackson e Julia Roberts. A história A história começou quando Filippo Della [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/tods-logo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1588" style="border: 0pt none;" title="tods logo" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/tods-logo.jpg" alt="" width="250" height="107" /></a></p>
<p>O que começou com um sapato que viria a se tornar um ícone do segmento, transformou a sofisticada marca TOD’S em um símbolo do luxo moderno e da mais pura expressão do bom gosto e design italiano, que cativou clientes como Samuel L. Jackson e Julia Roberts.</p>
<p><strong>A história</strong><br />
A história começou quando Filippo Della Valle iniciou uma pequena fábrica artesanal de calçados no início do século passado em um pequeno vilarejo italiano. A história da empresa, que até então fabricava calçados e acessórios em couro para grandes lojas de departamento dos Estados Unidos, começou a mudar nos anos 70, quando o neto do fundador, Diego se envolveu no negócio familiar. Na busca incessante para criar sapatos artesanais, confortáveis e extremamente bem-feitos para seus clientes, casual, o senhor Della Valle criou, no ano de 1978, o mundialmente famoso mocassim GOMMINO, que possuía exatos 133 pontos de borracha constituindo sua sola. O produto precisava de uma marca, e foi então que surgiu a JP TOD’S, cujas iniciais seriam retiradas anos depois. O nome da marca foi escolhido de forma aleatória e casual: Diego estava nos Estados Unidos e ao folhear a lista telefônica da cidade de Boston se deparou com o nome Tod’s, escolhido por ser de fácil pronúncia em inúmeros idiomas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/tods-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1589" style="border: 0pt none;" title="tods 1" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/tods-1.jpg" alt="" width="240" height="195" /></a></p>
<p>Casual, versátil, leve e extremamente confortável, o calçado foi um sucesso imediato, adotado pela alta sociedade italiana, e até hoje é um clássico indiscutível da marca. Tanto conforto e cuidado logo caíram no gosto dos consumidores mais exigentes e elegantes, garantindo à marca glamour e status no mundo dos calçados. Um dos mais fervorosos clientes do calçado era Gianni Agnelli, o rico e poderoso presidente da FIAT na época. Isto ajudou e muito a projetar a nova marca no mercado e junto aos formadores de opinião. O sapato original, na cor ocre, ganhou novos estilos e cores nos anos seguintes, e passou a ser uma peça fundamental nos armários de homens influentes e elegantes.<span id="more-1587"></span></p>
<p>Seguindo o conceito “belo, confortável e inteiramente feito a mão (em italiano fatto a mano)”, a marca expandiu seus negócios a partir de 1997, sob a direção do próprio Diego. Além dos sapatos, entre eles scarpins, sandálias, botas e sapatilhas, a marca italiana passou a produzir também uma série de acessórios de luxo, como cintos, carteiras, braceletes e jóias, e dos quais atualmente destacam-se a sofisticada linha de bolsas, que une o design clássico e o contemporâneo em verdadeiros objetos de desejo, especialmente entre as famosas e celebridades. Além disso, inaugurou luxuosas lojas em cidades como Nova York, Milão, Los Angeles, Londres e Dubai.</p>
<p>Em 2004 a marca se dedicou a sua expansão física internacional, inaugurando 11 novas e modernas lojas, incluindo uma luxuosa flagship store na cidade de Tóquio, totalizando 106 pontos de vendas no mundo. Recentemente a marca italiana lançou no mercado sua primeira coleção de óculos de sol, além de uma coleção especialmente desenvolvida para a Ferrari. Em 2011, o espírito italiano da marca veio à tona: a TOD’S anunciou que financiará os custos da reforma do Coliseu de Roma. Os trabalhos de restauração, avaliados em cerca de €25 milhões de euros devem começar no final do ano e levar outros dois anos e meio para ser finalizados.</p>
<p>Atualmente, cada peça da marca é o resultado de um cuidadoso e maravilhoso trabalho: desde o corte do couro até a costura manual das peças, cuidadosamente acompanhadas por artesãos competentes, que conferem a cada modelo um toque especial e um acabamento de primeira, cada passo contribui para a durabilidade e qualidade dos produtos, os quais são inteiramente feitos na Itália. Por isso a TOD’S encarna o verdadeiro conceito contemporâneo de luxo.</p>
<p><strong>Dados corporativos</strong><br />
● Origem: Itália<br />
● Fundação: 1978<br />
● Fundador: Diego Della Valle<br />
● Sede mundial: Sant Elpidio A Mare, Itália<br />
● Proprietário da marca: Tod’s S.p.A.<br />
● Capital aberto: Sim<br />
● Chairman: Diego Della Valle<br />
● CEO: Stefano Sincini<br />
● Diretor criativo: Emanuele Della Valle<br />
● Faturamento: €806.4 milhões (2010)<br />
● Lucro: €109.1 milhões (2010)<br />
● Valor de mercado: €2.4 bilhões (março/2011)<br />
● Lojas: 230<br />
● Presença global: 50 países<br />
● Presença no Brasil: Sim<br />
● Funcionários: 2.000<br />
● Segmento: Moda de luxo<br />
● Principais produtos: Calçados, bolsas, artigos de couro e acessórios<br />
● Ícones: O sapato GOMMINO<br />
● Slogan: An Italian Moment.<br />
● Website: www.tods.com</p>
<p><strong>A marca no mundo</strong><br />
Hoje em dia a marca TOD’S, que possui como proprietária a holding de mesmo nome, têm seus calçados e acessórios em couro e vestuário comercializados através de 230 lojas próprias e nas mais sofisticadas lojas de departamento localizadas em mais de 50 países ao redor do mundo. Somente a marca TOD’S foi responsável por €407 milhões do faturamento da empresa em 2010. Os maiores mercados da marca são Itália, Europa e Estados Unidos. Todos os produtos da marca italiana são confeccionados em 8 fábricas próprias localizadas na Itália.</p>
<p><strong>Você sabia?</strong><br />
● A empresa ainda é proprietária das marcas Hogan (calçados), Roger Vivier (calçados) e Fay (vestuário).<br />
● A família Della Valle está intimamente ligada ao futebol italiano. Afinal, é a maior acionista da tradicional Fiorentina.</p>
<p>Fonte: http://mundodasmarcas.blogspot.com/</p>
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		<title>A Origem dos Produtos de Sucesso</title>
		<link>http://www.choppkremer.com.br/blog/2011/03/a-origem-dos-produtos-de-sucesso/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Mar 2011 18:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer]]></category>

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		<description><![CDATA[Caneta Bic Marcel Bich, depois de trabalhar numa empresa de tintas durante a Segunda Guerra Mundial, em 1949, comprou uma pequena fábrica de canetas esferográficas. As canetas vazavam tinta e sujavam os dedos, mas faziam sucesso, e Bich decidiu investir no produto. Procurou o seu inventor, Ladislao “Laszlo” Biro, comprou a patente e iniciou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Caneta Bic</strong></p>
<p>Marcel Bich, depois de trabalhar numa empresa  de tintas durante a Segunda Guerra Mundial, em 1949, comprou uma pequena  fábrica de canetas esferográficas. As canetas vazavam tinta e sujavam  os dedos, mas faziam sucesso, e Bich decidiu investir no produto.  Procurou o seu inventor, Ladislao “Laszlo” Biro, comprou a patente e  iniciou a fabricação da caneta Bic, cujo modelo é praticamente o mesmo  até hoje. Atualmente, são vendidas 10 milhões de canetas por dia.</p>
<p><strong>Canivete Suíço</strong></p>
<p>Sabendo que o exército do seu país  importava canivetes alemães, Karl Elsener abriu a sua fábrica em 1884.  Os seus primeiros canivetes Victorinox foram entregues aos soldados  suíços em outubro de 1891. Colocou o brasão do país para diferenciá-los  dos alemães e batizou o produto homenageando os seus pais, Victor e  Victoria. Para ampliar o negócio e atrair utilizadores mais refinados,  Elsener aperfeiçoou o canivete e, assim, surgiram os modelos com  ferramentas: abre latas, chave de fendas, punção e saca-rolhas, serrote,  alicate, abre garrafas, palito de dentes, pinça, gancho de pesca, lente  de aumento e até uma pequena bússola. O produto popularizou-se depois  da Segunda Guerra Mundial, com as unidades militares americanas. Hoje, a  linha para oficiais tem 100 diferentes combinações.<strong></strong></p>
<p><strong>Channel Nº5</strong></p>
<p>A partir do seu primeiro emprego, numa loja de  chapéus, a francesa Coco Chanel abriu as suas próprias lojas,  tornando-se numa das mais importantes estilistas do mundo. O Chanel nº 5  é elaborado com uma mistura de 60 fragrâncias. O 5 era o seu número da  sorte, tanto que Coco apresentou o produto no dia 5 de maio de 1921. Mas  foi Marilyn Monroe quem tornou o perfume um sucesso. Ao ser  entrevistada, perguntaram o que vestia para dormir. Marilyn respondeu:  “Apenas algumas gotas de Chanel nº 5″.</p>
<p><strong>Cotonetes</strong></p>
<p>A idéia de uma haste com a ponta de algodão foi  lançada nos Estados Unidos pela Johnson &amp; Johnson em 1921. No  começo, o Wooden Applicator, uma haste de madeira com algodão em apenas  uma das pontas, tinha o seu uso restrito a hospitais, na aplicação de  remédios. Em 1947, o sucesso do produto fez a Johnson &amp; Johnson  lançar o Johnson’s Cotton Tipped Applicator, disponível para venda  direta ao consumidor e indicado para o público infantil. Em 1963, as  hastes foram mudadas de madeira para plástico.</p>
<p><strong>Creme Nívea</strong></p>
<p>Foi criado em dezembro de 1911 pela farmácia de manipulação do doutor Oskar Troplowitz, que descobriu como unir água e óleo para hidratar a pele. O Eucerit, retirado da lanolina e combinado com óleos, água, compostos de glicerina, ácido cítrico e essências de rosas e lírios, formava o creme. “Branco como a neve”, foi batizado de Nívea e era comercializado numa latinha amarela. A embalagem ganhou a cor azul com letras brancas em 1925. Depois da Segunda Guerra Mundial, a marca Nívea foi expropriada. A partir de 1952, a empresa Beiersdorf iniciou uma longa jornada pelos países para readquirir os direitos sobre a marca.</p>
<p><strong></strong><strong>Danone</strong></p>
<p>Em 1919, o espanhol  Isaac Carasso começou a fabricar iogurte com leite  fresco num pequeno  galpão depois de ouvir falar dos benefícios do  alimento. Batizou-o de  Danone, as primeiras letras do nome do filho,  Daniel, unidas à palavra  inglesa one, pois o menino era o primogénito. O  negócio prosperou por  Espanha e, em 1932, Daniel Carasso montou uma  fábrica em França. Daniel  era judeu, e, quando estourou a Segunda  Guerra Mundial, foi obrigado a  exilar-se nos Estados Unidos. Lá fundou a  Dannon Companny. Nesse  período, as fábricas francesa e espanhola  tinham ficado com pessoas de  confiança e, quando Daniel voltou à  Europa, em 1952, reassumiu o  controle.</p>
<p><strong>Donuts</strong></p>
<p>Em  1946, os donuts do americano William Rosenberg faziam tanto sucesso que  o horário do lanche das indústrias da região da Nova Inglaterra passou a  ser ajustado ao seu itinerário. Para facilitar o consumo, o donut vinha  envolto no açúcar e o café simples, sem açúcar, era servido numa  caneca. Todos os clientes mergulhavam o doce no café antes de  saboreá-lo. Os clientes satisfeitos insistiram para que ele abrisse uma  loja. E assim formou-se a grande rede. As rosquinhas foram criadas no  século XVI por padeiros holandeses, mas ainda não tinham o tradicional  furo no meio. Isso só apareceu em 1847, criado pelo marinheiro americano  Hanson Gregory. Essa criação valeu-lhe uma placa de bronze na sua  cidade natal, Rockport.<span id="more-1579"></span></p>
<p><strong></strong><strong>Fanta</strong></p>
<p>Em  1941, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a fábrica alemã da   Coca-Cola deixou de receber o xarope usado no preparo do refrigerante,   os donos da fábrica tiveram de ir à procura de novos ingredientes e   inventaram a Fanta. O nome, escolhido pelos empregados da empresa, foi   tirado da palavra fantástica, que é parecida em muitas línguas. Entre   1945 e 1955, a marca Fanta foi usada apenas para não perder o registro.   Só foi ressuscitada de verdade para o lançamento de um refrigerante de   laranja criado pela Coca-Cola italiana em abril de 1955. Fez sucesso e   foi conquistando o mundo, chegando aos Estados Unidos em 1959.</p>
<p><strong>Farinha Láctea Nestlé</strong></p>
<p>Em 1867, Henri Nestlé, um químico  alemão que morava em Vevey, na Suíça,  descobriu um mercado emergente: o  dos alimentos infantis. Começou a  fabricar uma farinha nutritiva para  crianças, à base de cereais e  leite: a Farinha Láctea Nestlé. O nome  Nestlé, em alemão, significa  “pequeno ninho”. E foi justamente esse o  símbolo da empresa, porque  traduz o carinho da mãe com os filhos. A  Nestlé, é a maior indústria  alimentícia do mundo.</p>
<p><strong>Gillette</strong></p>
<p>King Camp Gillette, em 1895, percebeu que para se  barbear, apenas era necessária a ponta da lâmina da navalha. Pensou  então em fabricar uma lâmina de aço pequena e descartável. Os  industriais não acreditavam ser possível fazer uma lâmina pequena, de  bom corte e barata a ponto de ser deitada fora depois. Com a ajuda do  mecânico William Nickerson, resolveram os problemas técnicos. Assim  surgiu a Gillette Safety Company, em 28 de setembro de 1901. A produção  começou em 1903 e no primeiro ano foram vendidos 51 aparelhos e 168  lâminas. Os negócios dispararam em 1905. Durante a Primeira Guerra  Mundial, o governo americano encomendou 3,5 milhões de aparelhos e 36  milhões de lâminas para os seus soldados. Nessa época, a empresa já  vendia 1 milhão de aparelhos e 120 milhões de lâminas por ano. A  Gillette lançou o conceito de 2 lâminas paralelas em 1971 e o Sensor, em  1990.</p>
<p><strong>Jacuzzi</strong></p>
<p>A Jacuzzi foi fundada no início do século XX por 7 irmãos, imigrantes italianos que se instalaram nos Estados Unidos. A empresa era bem-sucedida fabricando hélices de avião e bombas de irrigação para agricultura. Em 1956, uma pessoa da família precisou de um tratamento de hidroterapia. Os engenheiros da Jacuzzi adaptaram uma dessas bombas para ser usada numa banheira. E Roy Jacuzzi viu aí um bom negócio e colocou as banheiras de hidromassagem no mercado em 1968.</p>
<p><strong>Kellogg’s</strong></p>
<p>Em 1860, os Adventistas do Sétimo Dia que foram  para Battle Creek, Michigan, formaram uma comunidade que ficou famosa  pelo seu estilo de vida e alimentação saudável. O adventista John Harvey  Kellogg, depois de estudar medicina, voltou a Battle Creek e tornou-se  diretor do centro de saúde. Percebeu, então, que as refeições  vegetarianas eram muitos leves e os pacientes partiam após curta  estadia. Kellogg e o seu irmão, Will Keith, começaram a criar novas e  saborosas formas de alimentos. Preparavam no vapor e na pressão vários  tipos de grãos e, assim, criaram uma variado menu vegetariano. No  entanto, ainda faltava um pão de grãos integrais com pouco amido. Após  muitas experiências, chegaram acidentalmente aos flocos de trigo. Depois  surgiram os flocos de arroz e os de milho (corn flakes). O tigre Tony,  símbolo dos Kellogg’s, foi criado em 1952 pela agência de publicidade  americana Leo Burnett.</p>
<p><strong>Kleenex</strong></p>
<p>Quando  houve falta de algodão no mercado, em 1914, a Kimberly-Clark,   fabricante de papel, criou um substituto macio e absorvente: o   cellucotton. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi bastante usado como   filtro para máscaras de gás e em hospitais e pronto-socorros dos  Estados  Unidos e da Europa. Com o fim da guerra e da escassez do  algodão, a  Kimberly-Clark procurou novas maneiras de vender a sua  criação. Em 1929,  lançaram os lenços de papel Kleenex com a caixa pop  up (ao puxar uma  folha, parte da próxima sai da caixa). Uma pesquisa  indicou que, em vez  de usarem os lenços para remover cremes e  maquilhagem, as pessoas  usavam-nos como lenço de nariz. A publicidade  do Kleenex foi mudada e o  seu slogan dizia: “Não ponha um resfriado no  seu bolso”.</p>
<p><strong>Kodak</strong></p>
<p>O americano  George Eastman, inventor do filme em  rolo, revolucionou o mercado em  1888 criando uma máquina fotográfica  simples, leve e barata. Ela foi  baptizada de kodak, nome curto e fácil  de ser pronunciado em qualquer  língua. Ao terminar o filme, o cliente  deveria levar a máquina até ao  local em que a havia comprado para que  ele fosse retirado. As fotos eram  reveladas e entregues em 10 dias. Com  o slogan “Aperte o botão que nós  fazemos o resto”, 90 mil máquinas  kodak foram vendidas no primeiro ano.</p>
<p><strong>Lacoste</strong></p>
<p>Em 1927,  o tenista francês René Lacoste foi o  principal responsável pela  primeira vitória francesa na Taça Davis e  coleccionou títulos nos  famosos torneios de Roland Garros, Wimbledon e  Forrest Hills. Ele usou a  figura de um crocodilo como brasão num blazer  azul-marinho e numa  camisa de mangas curtas, com gola e botões que iam  até ao pescoço,  desenhados por ele mesmo. O uniforme inusitado  apareceu pela primeira  vez no Torneio Aberto dos Estados Unidos. Dois  anos depois, ele  abandonou os courts por causa de uma tuberculose e  dedicou-se totalmente  aos negócios da sua marca.</p>
<p><strong>Lego</strong></p>
<p>O  carpinteiro dinamarquês Ole Kirk Christiansen  começou a fabricar, em  1932, carrinhos de madeira artesanais para o seu  filho, Godtfred. Depois  passou a fazer brinquedos desmontáveis até  criar, em 1942, as primeiras  pecinhas de plástico para encaixar. A  palavra Lego vem da expressão leg  godt, que significa “bem jogado”.</p>
<p><strong>Levi’s</strong></p>
<p>Levi Strauss chegou aos Estados Unidos em junho de  1847. Foi trabalhar para os seus irmãos mais velhos, vendendo tecidos e  objectos domésticos em Kentucky. Dois anos depois, partiu para a Corrida  do Ouro, na Califórnia. Vendeu todos os seus pertences, mas não  conseguiu desfazer-se de uns rolos de lona. Quis vendê-los como material  para tendas ou para cobrir carroças, mas as pessoas queriam calças  resistentes. Em 1850, contratou um alfaiate e transformou a sua lona em  macacões, que foram vendidos rapidamente. Logo abriu uma pequena  confecção de calças em San Francisco. E quando Levi trocou a lona pelo  serge de Nimes (tecido de Nimes), mais resistente e durável, tingiu-o  com índigo. Os americanos, que chamavam o tecido de denim, passaram a  chamar a calça de Levi’s blue denim ou blue jeans. Na década de 1860, o  alfaiate Jacob Davis colocou rebites para reforçar os bolsos que se  rasgavam. Levou a bem-sucedida ideia para Levi e tornaram-se sócios. O  número 501 marcava o lote de tecido das primeiras calças jeans de que o  mundo teve notícia. Por isso, o modelo foi chamado de Levi’s 501.</p>
<p><strong>McDonald’s</strong></p>
<p>Ray Kroc vendia multimixers, máquinas que  batiam 6 milk-shakes de uma só vez. Em 1954, ele foi conhecer um pequeno  drive-in de hambúrgueres que precisava de 8 dos seus multimixers de uma  só vez. Era o estabelecimento dos irmãos Dick e Maurice McDonald, onde  as pessoas faziam fila para comprar um hambúrguer por 15 centavos ou uma  porção de batatas fritas por 10 centavos. Krok imaginou que se os  McDonald abrissem mais 10 estabelecimentos, ele poderia vender 80  multimixers. Os irmãos já tinham vendido franquias, mas muitas não  mantinham os padrões e prejudicavam a imagem do estabelecimento. Mesmo  assim, Kroc convenceu-os a abrir novas lojas. Partiu para Chicago com  uma planta do restaurante, uma receita para as batatas fritas e um  contrato que lhe dava permissão para encontrar novos locais para as  filiais. Uma das únicas exigências era a de que todos os restaurantes  deveriam ter a aparência exacta daquele de San Bernardino. A primeira  loja, aberta em abril de 1955, em Des Plaines, Illinois, foi um grande  sucesso. Em 1957, eram 37 estabelecimentos. A dedicação de Kroc aos  estabelecimentos era total, e logo se cansou da letargia dos irmãos  McDonald. Comprou a companhia com 2,7 milhões de dólares vindos de um  investidor.<br />
Na década de 60, os estabelecimentos ganharam lugares  para se sentar. O sistema drive thru apareceu no início dos anos 70.  Ronald McDonald, símbolo da rede, foi criado em 1963.</p>
<p><strong>Nescafé</strong></p>
<p>Nos anos 30, houve uma superprodução de café e os  preços do produto no mercado internacional desceram bastante. O Brasil, o  maior produtor da época, entrou numa crise séria. Entre 1931 e 1938,  foram destruídas 65 milhões de sacas de café. Então as autoridades  brasileiras sugeriram que a Nestlé, que já fabricava leite em pó,  desenvolvesse um café solúvel. As pesquisas de Hans Morgenthales levaram  7 anos e o seu grande mérito foi descobrir que se deveria acrescentar  hidratos de carbono à matéria-prima para manter o aroma do café. A  produção de Nescafé foi iniciada em 1939.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Ovomaltine</strong></p>
<p>O químico suíço Georges Wander pesquisava de um complemento alimentar nutritivo e forte e interessou-se pelo extrato de malte, obtido da cevada. A sua morte fez com que o seu filho, Alberto, continuasse as pesquisas. Em 1904, Alberto Wander criou a fórmula do Ovomaltine, com extrato de malte de cevada, ovos, leite integral, cacau, vitaminas e sais minerais. Dois anos depois, começou a produzi-lo na cidade de Berna.</p>
<p><strong>Parker</strong></p>
<p>George Parker, jovem professor de telegrafia de  Wisconsin, EUA, criou um novo modelo de caneta em 1888. A revolucionária  Parker 51, com a pena embutida, que fazia a tinta secar no instante em  que tocava o papel. Durante 1940, a Parker americana decidiu testá-la no  mercado brasileiro antes de soltá-la para o resto do mundo. Cinco anos  depois, seria com uma delas que o general Eisenhower assinaria a  aceitação da rendição alemã na Segunda Guerra Mundial.</p>
<p><strong>Pizza Hut</strong></p>
<p>A cadeia americana foi criada pelos irmãos Dan e  Frank Carney, no Kansas, em 1958. A primeira loja parecia uma cabana –  ou, em bom inglês, hut. Grande parte dos restaurantes segue o padrão do  telhado vermelho, o símbolo da empresa que faz lembrar a cabana dos  velhos tempos. A Pepsi comprou o negócio em 1978.</p>
<p><strong>Playmobil</strong></p>
<p>Hans Beck, chefe de criação da Geobra-Brandstatter, da Alemanha, recebeu em 1970 a missão de criar um brinquedo totalmente inovador. Depois de 4 anos de investigação, apresentou os pequenos personagens da família Playmobil, produzidos num plástico bastante resistente, que transformaram a empresa no maior fabricante de brinquedos do país.</p>
<p><strong>Polaroid</strong></p>
<p>O físico americano Edwin Land estava a tirar  fotos à filha de 5 anos, quando ela perguntou: “Porque é que não podemos  ver estas fotos agora?” Ele percebeu que aquele era o mesmo desejo de  muitos fotógrafos amadores. Desse modo, em 1948, ele criou a máquina  Polaroid, capaz de produzir fotos instantâneas sem o negativo sair do  aparelho. O negativo é revelado com produtos químicos libertados logo  que a foto é tirada. Eles transportam sais de prata para uma folha de  papel 10 segundos depois do clic.</p>
<p><strong>Post-It</strong></p>
<p>Em 1968, Spencer Silver, cientista da 3M,  pesquisava um adesivo muito aderente, quando alguma coisa deu errada. O  resultado foi um adesivo fraco, que aderia levemente à superfície em que  era colocado. Silver espalhou a notícia na esperança de encontrar  alguém que pudesse utilizar o seu invento. Enquanto isso, Art Fry, outro  químico da 3M e membro de um coro de igreja, não conseguia manter  presas as tiras de papel que utilizava para marcar as páginas das  músicas. Lembrou-se então do adesivo descoberto pelo colega. Os dois  perceberam que haviam descoberto um conceito totalmente novo em blocos  de recados. Enquanto o adesivo era aperfeiçoado, Art Fry enviava  amostras às secretárias e executivos da 3M. Todos solicitavam mais. Em  1980, os blocos de recados Post-it chegaram ao mercado.</p>
<p><strong>Ray-Ban</strong></p>
<p>Conta-se que os óculos  escuros foram inventados pelos chineses no  século XIII. A Bausch &amp;  Lomb, primeira empresa óptica americana,  foi fundada em 1850 por dois  amigos, J.J. Bausch e H. Lomb. Em 1920, a  Força Aérea dos Estados Unidos  fez uma encomenda: produzir uma  protecção ocular para os seus pilotos  de caça, que enfrentavam sérios  problemas de visibilidade. Depois de dez  anos de pesquisa, apresentaram  óculos com lentes verdes, que reflectiam  os raios solares. Somente em  1936 a novidade foi baptizada de Ray-Ban e  começou a ser vendida ao  grande público</p>
<p><strong>Relógios Swatch</strong></p>
<p>Os engenheiros Elmar Mock e Jacques Muller  procuraram Ernst Thomke, director-gerente da companhia de relógios ETA,  na Suíça, para apresentar o primeiro protótipo de um relógio de  plástico. Era 1 de julho de 1980. Naquela época, a indústria de relógios  suíça atravessava uma séria crise por causa dos fabricantes asiáticos,  que ofereciam relógios a preços baixos. Em 1 de março de 1983, o Swatch  (abreviatura de Swiss watch, relógio suíço) foi lançado. Era um relógio  de alta precisão e qualidade, à prova de água e choque, por um preço  bastante acessível.</p>
<p><strong></strong><strong>Rolex</strong></p>
<p>Em 1905, depois de estágios em relojoarias da Suíça, o alemão Hans Wilsdorf fundou com seu cunhado a Wilsdorf &amp; Davis. Sediada em Londres, a empresa montava e distribuía relógios com mecanismos suíços. Menos de um ano depois, a Wilsdorf &amp; Davis passou a produzir relógios de pulso. Em 1908, Wilsdorf baptizou os seus relógios de Rolex, nome facilmente pronunciável em todas as línguas europeias. Somente em 1925, depois de uma grande campanha publicitária, ele lançou a “coroinha”, logotipo do Rolex. O Rolex Datejust, de 1945, foi o primeiro relógio de pulso a exibir datas no mostrador.</p>
<p><strong>Rolls-Royce</strong></p>
<p>Rolls-Royce,  o carro mais cobiçado do mundo, surgiu da união entre o  mecânico Henry  Royce e o aristocrata Charles Stewart Roll, vendedor de  automóveis.  Henry projetou um carro revolucionário e convenceu Charles a  conhecê-lo.  Era maio de 1904. Na oficina de Henry, Charles não gostou  do motor de 2  cilindros até perceber que o carro era silencioso. Depois  de um  passeio, Charles fez a proposta: criaram a Rolls-Royce,  assegurando o  direito de exclusividade na venda de toda a produção. A  parceria durou 6  anos. Charles morreu num acidente de avião em 1910.  Depois da morte de  Henry, em 1933, a plaqueta com as letras RR que  identifica a marca  passou a ter fundo preto, em vez do vermelho  original. A estatueta A  Dama Voadora, que fica na frente do carro, foi  criada em 1910 pelo  escultor inglês Charles Sykes</p>
<p><strong>Sadia</strong></p>
<p>A marca foi criada por seu fundador Attilio Fontana.  O primeiro frigorífico se situava na região de Concórdia, no Estado de  Santa Catarina. O nome foi composto a partir das iniciais SA de  “Sociedade Anônima” e das três últimas letras da palavra “Concórdia”,  DIA, a partir daí SADIA se tornou marca registrada em 1947.</p>
<p><strong>Singer</strong></p>
<p>O americano Isaac Merritt Singer entrou para a  história em Boston no ano de 1852: foi o primeiro a produzir e  comercializar uma máquina de costura de uso doméstico. Ao observar  algumas máquinas em ação, Singer propôs substituir a agulha curva por  uma reta e fazer a laçadeira mover-se em vai-e-vem (e não em círculos). A  grande vantagem da máquina de Singer era permitir costuras em qualquer  sentido, não só em linha reta.</p>
<p><strong>Teflon</strong></p>
<p>O teflon, foi descoberto quando se abriu um caminhão que transportava tetrafluoretileno, uma substância gasosa refrigerante, e se percebeu que não havia mais gás algum escapando de dentro do tanque. Um químico da indústria americana Du Pont, depois de determinar que não houvera falha na válvula do tanque, resolveu por curiosidade serrar o tanque e investigar seu interior. Descobriu então que se formara um pó branco ceroso, resultado da combinação das moléculas do tetrafluoretileno, num processo de polimerização. Através de análises posteriores, descobriu-se que este novo polímero tinha propriedades notáveis. Era inerte a ácidos, álcalis e calor e extremamente escorregadio. Por estas propriedades, o produto foi aprimorado e passou ser empregado em diversos segmentos da indústria.</p>
<p>Fonte: http://expeculando.wordpress.com</p>
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		<title>Boa música – Villa Lobos combina com Chopp Kremer</title>
		<link>http://www.choppkremer.com.br/blog/2011/01/boa-musica-combina-com-chopp-kremer/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Jan 2011 16:59:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Tenho sido duramente atacado, inúmeras vezes, pelo crime de dizer a verdade. Não entendem os meus detratores que quando eu aponto o que acho errado no Brasil, estou simplesmente colaborando para que se corrijam os erros e se transforme a nossa Pátria na Terra Ideal com que todos nós, os seus filhos, ansiamos de todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/villaloboscharuto.jpg"><img class="size-full wp-image-1239 aligncenter" style="border: 0pt none;" title="villaloboscharuto" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/villaloboscharuto.jpg" alt="" width="250" height="182" /></a></p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Tenho sido duramente atacado, inúmeras vezes, pelo crime de dizer a verdade. Não entendem os meus detratores que quando eu aponto o que acho errado no Brasil, estou simplesmente colaborando para que se corrijam os erros e se transforme a nossa Pátria na Terra Ideal com que todos nós, os seus filhos, ansiamos de todo o coração. Aliás, não admito que ninguém seja mais Brasileiro, mais Patriota do que eu. Honro-me de ser um artista feito exclusivamente no Brasil, onde estudei e onde me fiz, não tendo mesmo nem sequer me aperfeiçoado no estrangeiro, como é hábito entre nós. Por isso, os sucessos, ou melhor, as vitórias que porventura tenho conseguido, são sucessos do Brasil, vitórias integralmente nossas, que me dão mais e mais força para apontar os erros comuns em nossa terra.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">A citação de Heitor Villa-Lobos acima foi publicada na &#8220;Gazeta de São Paulo&#8221; no dia 18/01/1948 e está presente na página 174 do livro de Anna Stella Schic &#8220;Villa-Lobos &#8211; O Índio Branco&#8221; e também na página 97 do livro de Maria Celia Machado &#8220;Heitor Villa-Lobos&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;O Brasil já tem uma forma geográfica de um coração. Todo Brasileiro tem esse coração. A Música vai de uma Alma à outra. Os pássaros conversam pela Música; eles têm coração. Tudo o que se sente na vida se sente no coração. O coração é o metrônomo da vida. E há muita gente na Humanidade que se esquece disso. Justamente o que mais precisa a Humanidade é de um metrônomo. Se houvesse alguém no mundo que pudesse colocar um metrônomo no &#8216;cimo da Terra&#8217;, talvez estivéssemos mais próximo da Paz. Por que se desentendem, vivem descompassados Raças e Povos? Porque não se lembram do metrônomo que guardam no peito: o coração. Foi fadado por Deus justamente no Brasil possuir uma forma geométrica de coração e haver um ritmo palpitante em toda a sua Raça&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Citado por Heitor Villa-Lobos num Discurso em João Pessoa-PB no ano de 1951 (Citado também na página 92 do livro de Maria Celia Machado &#8220;Heitor Villa-Lobos&#8221;).</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Nunca na minha vida procurei a Cultura, a Erudição, o Saber; e mesmo a Sabedoria nos Livros, nas Doutrinas, nas Teorias, das Formas Ortodoxas&#8230; Nunca! Porque o meu Livro era o Brasil. Não o Mapa do Brasil na minha frente, mas a Terra do Brasil, onde eu piso, onde eu sinto, onde eu ando, onde eu percorro&#8230;.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Citado por Villa-Lobos no mesmo Discurso em João Pessoa-PB em 1951 (Citado também na página 93 do livro de Maria Celia Machado &#8220;Heitor Villa-Lobos&#8221;).</p>
<p style="text-align: left;">Esse excelente Compositor Brasileiro valorizou, como pouquíssimos Músicos no Mundo, a Música Folclórica de seu País Natal. Isso se torna ainda mais notável principalmente quando se leva em conta que naquele tempo as Viagens eram bem mais demoradas (além de não existirem estradas pavimentadas, Santos Dumont mal havia acabado de inventar o Avião) e levando-se em conta também a imensa extensão territorial desse país chamado Brasil!!</p>
<p style="text-align: left;">Compositor Erudito e também Popular! Notável também no Chorinho e na Música Folclórica, inclusive a Música Caipira que ele soube captar na Alma do Povo do Sertão Brasileiro!</p>
<p style="text-align: left;">Heitor Villa-Lobos nasceu (de 7 meses) numa casa na Rua Ipiranga, no bairro Laranjeiras, no Rio de Janeiro-RJ, no dia 05/03/1887. Filho de Noêmia Umbelina Santos Monteiro (foto à direita) e de Raul Villa-Lobos (foto à esquerda), que era Funcionário da Biblioteca Nacional e também Violoncelista Amador, além de ter sido também autor de livros didáticos e de um Guia Turístico para o Rio de Janeiro-RJ. Heitor foi o único dos oito filhos do casal que veio a despertar Vocação para a Música.</p>
<p style="text-align: left;">A Influência Musical que viria selar o destino de Villa-Lobos e marcar a História Musical Brasileira começou bem cedo, ainda na infância, quando o menino tinha, no ambiente familiar, o apelido de Tuhu: seu avô materno (Santos Monteiro) era boêmio e freqüentava festas juntamentente com diversos Músicos Populares e, ao que consta, foi ele o Compositor de &#8220;Quadrilha das Moças&#8221; (Santos Monteiro).</p>
<p style="text-align: left;">A família mudava de endereço com muita freqüência e, dessa forma, além da Cidade Maravilhosa, durante a infância, Heitor Villa-Lobos também chegou a morar com os familiares em Sapucaia-RJ, Cataguazes-MG e Bicas-MG entre 1892 e 1893. Nessas Cidades do Interior dos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais ele teve contato com as Modas que eram tocadas na Viola Caipira. Sem dúvida, um pouquinho do Riquíssimo Folclore Musical Brasileiro com o qual Villa-Lobos vinha se familiarizando e que, com o tempo, veio a fazer parte de sua belíssima Obra Musical.</p>
<p style="text-align: left;">De volta ao Rio de Janeiro-RJ, a família Villa-Lobos fez de sua casa um ponto de encontro de Músicos respeitados na época, os quais se reuniam aos Sábados, avançando madrugada a dentro com a Boa Música. Esses Encontros Musicais também foram importantes para o desenvolvimento musical de Heitor que iniciou seus estudos musicais com apenas 6 anos de idade.<span id="more-1234"></span></p>
<p style="text-align: left;">Seu pai Raul ensinou-o a tocar Clarinete e Violoncelo. O Instrumento de Cordas se originou de uma Viola especialmente adaptada, já que o Violoncelo era grande demais para uma criança nessa idade. Lembrar que essa Viola não era a Tradicional Viola Caipira, mas sim, a Viola que faz parte da Orquestra Sinfônica, com 4 Cordas, tocada com Arco e pouco maior que o Violino.</p>
<p style="text-align: left;">Raul Villa-Lobos também exigia de Heitor uma rígida disciplina à base de exigentes exercícios de Percepção Musical. Conta-se que ele chegou a amarrar o jovem Heitor ao pé da mesa para poder assegurar sua continuidade nos deveres de seu Estudo Musical.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Meu pai, além de ser um homem de aprimorada Cultura Geral e excepcionalmente inteligente, era um Músico prático, técnico e perfeito (&#8230;) Com ele, assistia sempre a Ensaios, Concertos e Óperas. Aprendi também a tocar Clarinete e era obrigado a discernir o gênero, estilo, caráter e origem das Obras, além de declarar com presteza o nome da nota, dos sons ou ruídos que surgiam incidentalmente no momento, como por exemplo, o guincho da roda de um bonde, o pio de um pássaro, a queda de um objeto de metal, etc. Pobre de mim quando não acertava&#8230;&#8221; (Citado na página 14 do excelente livro &#8220;Villa-Lobos &#8211; Uma Introdução&#8221; de Luiz Paulo Horta &#8211; Jorge Zahar Editor &#8211; Rio de Janeiro-RJ &#8211; 1987).</p>
<p style="text-align: left;">Foi também por essa época que sua tia Zizinha lhe mostrou os Prelúdios e Fugas do &#8220;Cravo Bem Temperado&#8221; de Johann Sebastian Bach, cuja Obra Musical fascinou o jovem Heitor! Esse grande Compositor Alemão exerceu marcante influência num dos mais importantes conjuntos de Obras de Villa-Lobos que foram as 9 Bachianas Brasileiras!</p>
<p style="text-align: left;">A Música tocada fora de casa também influenciou Heitor Villa-Lobos, já que ele foi atraído pelo &#8220;Choro&#8221; (ou &#8220;Chorinho&#8221;) que os &#8220;Chorões&#8221; reunidos executavam por puro prazer nas ruas e praças do Rio de Janeiro-RJ, além de festas e também durante o Carnaval! Tal fascínio por esse belíssimo Gênero Musical fez com que o jovem Heitor estudasse Violão escondido de seus pais, já que a família não aprovava o contato com tais Músicos que eram discriminados e chegavam a ser considerados como &#8220;marginais&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Dentre os Músicos com os quais Villa-Lobos tinha contato, podemos citar Eduardo das Neves, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e Catulo da Paixão Cearense!</p>
<p style="text-align: left;">Tal influência levou Villa-Lobos a compor, a partir da década de 1920, um ciclo de 17 Obras para diversas instrumentações diferentes, intituladas &#8220;Choros&#8221;; nasceu então uma nova Forma Musical, inédita até então na Música Erudita, e onde tal gênero de Música Urbana se mesclou às modernas técnicas de Composição. Villa-Lobos afinal considerava esse ritmo como sendo &#8220;a Essência Musical da Alma Brasileira&#8221;!</p>
<p style="text-align: left;">A título de curiosidade, segue abaixo a relação de todos os &#8220;Choros&#8221; compostos por Heitor Villa-Lobos:</p>
<p style="text-align: left;"># Introdução Aos Choros para Violão e Orquestra (1929)<br />
# Choro Típico Nº 1 (Chora Violão) para Violão-Solo (1920)<br />
# Choros Nº 2 para Flauta e Clarinete (1924)<br />
# Choros Nº 2 Transcrito para Piano (1924)<br />
# Choros Nº 3 (Picapau) para Coro Masculino e Septeto de Sopros (1925)<br />
# Choros Nº 4 para Três Trompas e Trombone (1926)<br />
# Choros Nº 5 (Alma Brasileira) para Piano-Solo (1925)<br />
# Choros Nº 6 para Orquestra Completa (1926)<br />
# Choros Nº 7 (Settimino) para Septeto de Sopros e Cordas (1924)<br />
# Choros Nº 8 para Orquestra e Dois Pianos (1925)<br />
# Choros Nº 9 para Orquestra (1929)<br />
# Choros Nº 10 (Rasga o Coração) para Coro e Orquestra (1926)<br />
# Choros Nº 11 para Piano e Orquestra (1928)<br />
# Choros Nº 12 para Orquestra (1925)<br />
# Choros Nº 13 para Duas Orquestras e Banda Sinfônica (1929)<br />
# Choros Nº 14 para Orquestra, Banda Sinfônica e Coro (1928)<br />
# Dois Choros Bis para Violino e Violoncelo (1928 &#8211; 1929)</p>
<p style="text-align: left;">A ordem em que as Músicas de Villa-Lobos são numeradas nem sempre segue a ordem cronológica na qual as mesmas foram compostas, como podemos observar, por exemplo, no &#8220;Choros N° 10 (Rasga o Coração)&#8221;, composto em 1926, e no &#8220;Choros N° 9&#8243;, composto em 1929. O mesmo acontece também em outros conjuntos de Obras, como é o caso das Bachianas Brasileiras. Essa &#8220;numeração não cronológica&#8221; é também uma característica própria do Compositor.</p>
<p style="text-align: left;">Os Dois Choros Bis para Violino e Violoncelo, compostos entre 1928 e 1929 formam na verdade uma única peça musical.</p>
<p style="text-align: left;">O Septeto de Sopros do Choros Nº 3 (Picapau) é formado por Clarinete, Sax-Alto, Fagote, Trombone e Três Trompas. E a Instrumentação do Choros Nº 7 (Settimino) é formada por Flauta, Oboé, Sax-Alto, Clarinete, Fagote, Violino, Violoncelo e Tam-Tam.</p>
<p style="text-align: left;">Lamentavelmente, as partituras dos &#8220;Choros Nº 13&#8243; e dos &#8220;Choros Nº 14&#8243; foram perdidas.</p>
<p style="text-align: left;">E, apesar de fazerem parte do conjunto, a &#8220;Introdução aos Choros&#8221; e os &#8220;Dois Choros Bis&#8221; não são numerados como os outros 14; os mesmos são classificados como &#8220;extra-série&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">O &#8220;Choros Nº 10&#8243; é um dos mais belos e também ricamente instrumentado, sendo também o mais aclamado de todos. O mesmo foi escrito para Coro e Orquestra e é concluído num grande &#8220;Samba-Enredo Sinfônico&#8221;, tendo, num Contra-Ponto, a melodia da canção &#8220;Rasga o Coração&#8221; (Anacleto de Medeiros &#8211; Catullo da Paixão Cearense) (a qual foi gravada na época pelo Vicente Celestino), além de um acompanhamento coral bem ritmado com &#8220;onomatopéias&#8221; supostamente indígenas (na verdade, &#8220;inventadas&#8221; pelo próprio Villa-Lobos) e o emprego de uma riquíssima Percussão marcada revezadamente por Ganzá, Tamborim, Reco-Reco e Cuíca, além de Instrumentos de Percussão similares aos das Escolas de Samba.</p>
<p style="text-align: left;">Importante ressaltar que Anacleto de Medeiros compôs originalmente e Melodia do Schottish &#8220;Yara&#8221;, a qual recebeu letra do Poeta Catulo da Paixão Cearense, passando a ter o nome &#8220;Rasga o Coração&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Quero aqui destacar o excelente CD &#8220;Os Choros de Câmara de Villa-Lobos&#8221; lançado pela Kuarup Discos: trata-se da primeira gravação completa da série dos Choros para Formação de Câmara. A gravação teve lugar no Rio de Janeiro a cargo de excelentes Músicos do quilate do Maestro Mario Tavares, além de Sérgio Assad (Violão), Paulo Moura (Sax-Alto), Murilo Santos (Piano), Carlos Rato (Flauta), José Botelho (Clarinete), Noel Devos (Fagote), Jessé Sadoc (Trombone), Sdenek Svab (Trompa), Thomas Tritle (Trompa), Carlos Gomes (Trompa), Kleber Veiga (Oboé), Giancarlo Pareschi (Violino), Watson Clis (Violoncelo) e Hugo Tagnin (Tam-Tam), além do Coro Masculino da Associação de Canto Coral, sob a regência da Maestrina Cleofe Person de Matos.</p>
<p style="text-align: left;">Lamentavelmente, a Kuarup Discos se viu obrigada a encerrar suas atividades, no início de 2009 (coincidentemente, no ano do cinqüentenário do falecimento de Villa-Lobos&#8230;), após mais de 30 anos de Excelente Atividade&#8230; Resta-nos a esperança de que esse Acervo Musical não seja perdido e que os respectivos CD&#8217;s e DVD&#8217;s sejam adquiridos por outra Gravadora/Produtora o mais breve possível, retornando assim aos catálogos de vendas&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Quero destacar também o excelente CD &#8220;Heitor Villa-Lobos Rege Choros Nº 6 e Bachianas Brasileiras Nº 7&#8243; lançado pela inesquecível gravadora Kuarup: trata-se da primeira gravação profissional do próprio Heitor Villa-Lobos como regente, num CD remasterizado inédito no Brasil. Gravado na Alemanha em Janeiro de 1954, esse registro faz parte de uma pequena coleção de gravações deixadas pelo Maestro Villa-Lobos, à frente da Orquestra RIAS da Rádio do Setor Americano de Berlim. Nesse CD, o Apreciador é brindado com duas das mais importantes Obras Sinfônicas de Villa-Lobos: Choros Nº 6 e Bachianas Brasileiras Nº 7. Excelente remasterização a cargo de Luigi Hoffer.</p>
<p style="text-align: left;">Quero destacar também o excelente CD &#8220;Heitor Villa-Lobos &#8211; Choros Nº 8 &amp; 9&#8243; produzido originalmente pela Marco Polo e lançado no Brasil pela Movieplay, contendo &#8220;Choros N° 8 para Orquestra e Dois Pianos&#8221; e &#8220;Choros N° 9 para Orquestra&#8221;, com Kenneth Schermerhorn regendo a Orquestra Filarmônica de Hong Kong. Trata-se de um CD &#8220;imperdível&#8221; e, para nossa felicidade, disponível no Brasil a preço bastante acessível, juntamente com outros CD&#8217;s de Música Erudita, incluindo também outros CD&#8217;s com Músicas de Heitor Villa-Lobos, tais como os CD&#8217;s 8.223357, 8.223720 e 8.223552 com diversas excelentes Obras Orquestrais do Compositor Brasileiro, tais como a &#8220;Sinfonia N° 6 (Sobre a Linha das Montanhas do Brasil)&#8221;, &#8220;Danças Características Africanas&#8221;, &#8220;Rudepoema&#8221;, &#8220;Erosão&#8221;, &#8220;Amazonas&#8221; e &#8220;Alvorada na Floresta Tropical&#8221;, interpretadas pela Slovak Radio Symphony Orchestra (Bratislava) (sob a Regência de Roberto Duarte).</p>
<p style="text-align: left;">Quero aqui destacar também o excelente CD &#8220;Violão Sinfônico&#8221;, lançado pela ROB Digital, no qual o excelente Turíbio Santos, acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro-RJ, apresenta ao Apreciador em Primeira Gravação Mundial a &#8220;Introdução Aos Choros&#8221; para Violão e Orquestra, Obra que Heitor Villa-Lobos compôs em 1929 e que, como o próprio nome diz, é destinada a preceder a série monumental dos 17 &#8220;Choros&#8221;, a qual se inicia com o &#8220;Choro Típico N° 1 (Chora Violão)&#8221;, gravação que vem logo depois no mesmo CD, interpretada também pelo Turíbio Santos. Ao final de &#8220;Introdução Aos Choros&#8221;, a Orquestra anuncia as quatro primeiras notas que serão ouvidas no início do &#8220;Choro Típico N° 1 (Chora Violão)&#8221;, dando uma belíssima idéia de &#8220;continuidade&#8221; (pena que não temos mais os &#8220;Choros&#8221; N°s 13 e 14 cujas partituras foram perdidas, conforme mencionado logo acima).</p>
<p style="text-align: left;">O CD também nos brinda com o &#8220;Concerto Para Violão e Pequena Orquestra&#8221; (Villa-Lobos), a &#8220;Suíte Concertante&#8221; (Edino Krieger), &#8220;Retratos Brasileiros&#8221; (Sérgio Barboza) e &#8220;O Mundo É Grande (Poema-Concerto para Violão e Orquestra)&#8221; (Sérgio Barboza) (em homenagem ao Centenário de Carlos Drummond de Andrade).</p>
<p style="text-align: left;">O pai do jovem Músico, Raul Villa-Lobos, faleceu prematuramente em 1899, vítima de varíola, com apenas 37 anos de idade. Heitor tinha apenas 12 anos. Nesse mesmo ano, Villa-Lobos compôs a cançoneta &#8220;Os Sedutores&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Com o falecimento de Raul, a família se deparou com dificuldades econômicas e Dona Noêmia passou a trabalhar como Lavadeira e Passadeira para poder sustentar o Lar. Ela também queria que o filho estudasse Medicina&#8230; Mas a Paixão de Heitor pela Música era realmente intensa e o jovem Heitor já tocava Violão em rodas e Conjuntos Instrumentais populares (inclusive os já mencionados &#8220;Chorões&#8221; nas Ruas da Cidade Maravilhosa!).</p>
<p style="text-align: left;">É importante ser lembrado que na época, o Violão era desprezado e perseguido, &#8220;sinônimo de malandragem&#8221; e, conforme citado no resumo biográfico de Catulo da Paixão Cearense, foi por essa época que o Belíssimo Instrumento Musical de Seis Cordas foi adquirindo prestígio nos &#8220;Salões da Elite&#8221;. Também não podemos nos esquecer do excelente Dilermando Reis que popularizou o tão célebre Instrumento Musical que, por sinal é o meu instrumento preferido.</p>
<p style="text-align: left;">E, nos idos de 1900, Villa-Lobos começava a compor para o Violão uma série de &#8220;pecinhas musicais de gosto popular&#8221;. Também passou a ganhar a vida como Violoncelista, tocando em Cinemas, Cafés e Teatros.</p>
<p style="text-align: left;">Lógico que Dona Noêmia não mais conseguia &#8220;conter&#8221; o filho&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Começavam as Viagens de Heitor Villa-Lobos por esse imenso Brasil, Viagens essas que foram, podemos assim dizer, o &#8220;livro no qual Villa-Lobos aprendeu Música&#8221;!! Música Brasileira, Folclore, que ele soube, como pouquíssimos no Mundo, adicionar à Música Erudita de seu País!!</p>
<p style="text-align: left;">Dos 18 aos 20 anos de idade, Heitor Villa-Lobos viveu uma &#8220;vida errante e aventurosa&#8221; pelo Interior do Brasil, tocando, compondo e familiarizando-se com a Música Popular dos diversos locais por onde passou. Não tendo recursos financeiros para tais Viagens, Heitor vendeu alguns livros da Biblioteca que havia pertencido ao seu finado pai Raul.</p>
<p style="text-align: left;">Ao contrário da grande maioria dos Compositores Eruditos que conhecemos, Heitor Villa-Lobos foi totalmente &#8220;irregular&#8221; em seus Estudos de Música!</p>
<p style="text-align: left;">Com Breno Niedemberg, Villa-Lobos aperfeiçoou Técnica do Violoncelo. Porém aproveitou bem pouco da curta passagem pelas aulas de Harmonia com Frederico Nascimento no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;">Em suas diversas Viagens, no entanto, como um verdadeiro &#8220;Auto-Didata&#8221;, com &#8220;incrível intuição&#8221;, Villa-Lobos recolheu incontáveis &#8220;impressões musicais&#8221; diversas, às quais empregou nas belíssimas Obras Musicais que veio a compor alguns anos depois!</p>
<p style="text-align: left;">Villa-Lobos conheceu cultural e musicalmente grande parte do Imenso Território Brasileiro: viajou pelos Estados do Espírito Santo, Bahia e Pernambuco, passando temporadas em engenhos e fazendas diversas, sempre em contato com o Folclore e com a Cultura Popular local, incluindo Cantos Afro-Brasileiros, Pregões pela Cidade, Desafios de Cantadores ao Som de Violas Caipiras, etc.</p>
<p style="text-align: left;">Villa-Lobos viajou também pela Região Sul, tendo vivido durante dois anos em Paranaguá-PR, onde tocou Violoncelo para a Alta Sociedade e Violão para os jovens&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Conta-se que, em 1909, Dona Noêmia, acreditando que seu filho já tivesse morrido, havia mandado rezar uma Missa pela sua Alma&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1910, Heitor Villa-Lobos foi contratado como Violoncelista por uma companhia intinerante de Operetas. A companhia no entanto se dissolveu em Recife-PE, mas Villa-Lobos seguiu em frente com suas &#8220;viagens aventureiras&#8221; e aproveitou para conhecer Fortaleza-CE e Belém-PA e seguiu até a Ilha de Barbados, nas Antilhas!</p>
<p style="text-align: left;">Com bastante &#8220;sede de Aprendizado Musical&#8221;, Heitor Villa-Lobos viajou também pela Região Centro-Oeste e pela Amazônia!! Apesar de não ser um fato &#8220;oficialmente comprovado&#8221;, o próprio Villa-Lobos afirmava que foi a Região Amazônica que marcou profundamente sua Obra Musical!</p>
<p style="text-align: left;">De volta ao Rio de Janeiro-RJ, em 1913 (após 8 anos de viagens), Villa-Lobos continuou a compor em grande quantidade sua Obra Musical em diversos estilos, tais como Música Sacra, Música Teatral, Música Solística e Musica Sinfônica, além de estudar atentamente as Partituras dos Grandes Mestres da Música Erudita, o que, podemos dizer, foi &#8220;praticamente a única Escola Musical Erudita&#8221; do Autor das Bachianas Brasileiras!</p>
<p style="text-align: left;">Foi também nesse mesmo ano de 1913 na Cidade Maravilhosa que Villa-Lobos conheceu a Pianista e Compositora Lucília Guimarães, que veio a ser a sua Primeira Esposa. Nessa época, Villa-Lobos tocava Violoncelo em salas de espera de cinema, circos e cabarés.</p>
<p style="text-align: left;">Lucília ajudou o Marido efetuando correções em suas primeiras Obras, já que ela possuía uma Formação Musical mais sólida e mais disciplinada que a de Villa-Lobos que foi predominantemente um &#8220;Auto-Didata&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Clique aqui e ouça o Flagrante &#8220;Natal do Sertão&#8221; (L. G Villa-Lobos &#8211; O. F. Pessoa) interpretado pela Tia Chiquinha e pelo Capitão Furtado, com Acompanhamento a cargo do Coro do Apiacás, numa gravação histórica do Disco 78 RPM &#8211; 34116 &#8211; Lado A &#8211; Gravadora Victor &#8211; Gravado em 11/11/1936 &#8211; lançado em Dezembro/1936 &#8211; do Acervo de José Ramos Tinhorão &#8211; num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS &#8211; Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!</p>
<p style="text-align: left;">Sem dúvida, uma gravação bastante curiosa, com Lucília Guimarães Villa-Lobos Compositora e o Capitão Furtado Intérprete!</p>
<p style="text-align: left;">Dois anos depois, em 1915 teve lugar em Friburgo-RJ a primeira Audição Pública de suas Obras Musicais. A partir de então, de um certo modo, podemos dizer que era o início do Modernismo Musical Erudito Brasileiro e, como tal, a Música de Villa-Lobos acabou provocando violentas reações por parte do público e da critica. Os jornais também criticavam Villa-Lobos pela &#8220;Modernidade&#8221; de sua Música.</p>
<p style="text-align: left;">Alguns anos mais tarde, o próprio Heitor Villa-Lobos viria a declarar que &#8220;Não escrevo dissonante para ser moderno. De maneira nenhuma. O que escrevo é conseqüência cósmica dos estudos que fiz, da síntese a que cheguei para espelhar uma natureza como a do Brasil. Quando procurei formar a minha Cultura, guiado pelo meu próprio instinto e tirocínio, verifiquei que só poderia chegar a uma conclusão de saber consciente, pesquisando, estudando obras que, à primeira vista, nada tinham de musicais. Assim, o meu primeiro livro foi o mapa do Brasil, o Brasil que eu palmilhei, cidade por cidade, Estado por Estado, floresta por floresta, perscrutando a alma de uma terra. Depois, o caráter dos homens dessa terra. Depois, as maravilhas naturais dessa terra. Prossegui, confrontando esses meus estudos com obras estrangeiras, e procurei um ponto de apoio para firmar o personalismo e a inalterabilidade das minhas idéias.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Ao final da década de 1910, começava a se firmar no Compositor uma &#8220;Orientação Nacionalista e Folclorizante&#8221;, a qual passava a &#8220;adotar uma forma mais precisa&#8221; em sua Composição Pianística intitulada &#8220;A Prole do Bebê&#8221;. Villa-Lobos havia conhecido, na época, o Compositor Francês Darius Milhaud (1892 – 1974) e também o Célebre Pianista Polonês Arthur Rubinstein (1887 — 1982) que, por sua vez, passou a executar a &#8220;Prole do Bebê&#8221; em suas excursões pelo mundo, fazendo com que o nome de Heitor Villa-Lobos começasse a cruzar as Fronteiras!</p>
<p style="text-align: left;">No início do Século XX, por sinal, a Arte no Brasil sofria a Influência Européia (principalmente a Francesa) e, dessa forma, a juventude começava a &#8220;reagir&#8221; a tal &#8220;espírito conservador&#8221;. Tal &#8220;reação&#8221; acabou dando origem à Semana de Arte Moderna que teve lugar no Theatro Municipal de São Paulo-SP em Fevereiro de 1922, com manifestações em diversos campos da Arte.</p>
<p style="text-align: left;">A convite de Ronald de Carvalho e Graça Aranha, Heitor Villa-Lobos participou da Semana de Arte Moderna, juntamente com Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Dentre outras Obras Musicais, o Compositor apresentou ao público as &#8220;Danças Características Africanas&#8221;: &#8220;Farrapós&#8221;, &#8220;Kankukus&#8221; e &#8220;Kankikis&#8221;, escritas para Piano (e também orquestradas pelo próprio Heitor Villa-Lobos). No mesmo evento, o Compositor também apresentou a &#8220;Sonata Nº 2&#8243;, o &#8220;Quarteto Simbólico&#8221;, &#8220;A Fiandeira&#8221; e &#8220;Impressões da Vida Mundana&#8221;, dentre outras Obras de sua Autoria.</p>
<p style="text-align: left;">Naquele mês de Fevereiro, Jovens Poetas, Escritores e Artistas diversos se reuníram e organizaram três festivais, que tiveram lugar no Theatro Municipal de São Paulo-SP, com o objetivo de revolucionar a Arte Brasileira e romper de vez com o Academicismo que reinava então nas Artes Plásticas, na Literatura e também na Música.</p>
<p style="text-align: left;">O que os Modernistas Paulistas queriam mostrar era aquilo que acreditavam que poderia ser uma &#8220;Nova Arte Nacional&#8221;, criada a partir da &#8220;Antropofagia Cultural&#8221; que, segundo eles, seria a característica básica da Sociedade Brasileira.</p>
<p style="text-align: left;">Villa-Lobos já era então conhecido como um &#8220;Músico Controvertido e Diferente&#8221; e, dessa forma, a Vanguarda Paulista o elegeu como a Maior Expressão da Música Modernista Brasileira. O Jovem Maestro e Compositor se entusiasmou com a idéia de ser o Representante Musical do histórico evento e, desse modo, estreou como &#8220;Modernista&#8221;, bastante vaiado pela platéia que era ainda &#8220;atrelada&#8221; aos &#8220;Modelos Tradicionais&#8221;&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Conta-se que as vaias se originaram não apenas pela &#8220;Modernidade&#8221; de sua Música, mas também pelo fato de que, estando com o pé machucado, Heitor Villa-Lobos havia subido no palco corretamente trajado, tendo porém um sapato num pé e um chinelo no outro&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Mas Villa-Lobos também recebeu aplausos: um fato curioso aconteceu quando o Pianista Ernani Braga, incumbido de executar &#8220;A Fiandeira&#8221;, deveria seguir a recomendação do próprio Compositor, em termos de utilizar um &#8220;pedal&#8221; contínuo que o fizesse parecer um &#8220;Intérprete insuportavelmente cacofônico&#8221; (evocando o zumbido do movimento giratório do fuso da roca da fiandeira).</p>
<p style="text-align: left;">Por outro lado, Luigi Chiaffarelli, conceituado Professor de Piano, sugeria ao Ernani que não se orientasse pelas instruções de Villa-Lobos, já que ele não era Pianista e, como tal, não poderia jamais avaliar as implicações de um &#8220;pedal&#8221; reverberativamente continuado numa Peça Musical com tantas notas aglomeradas&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">E, na apresentação, indeciso entre o &#8220;bom senso&#8221; de Chiaffarelli e as &#8220;ousadias intempestivas&#8221; de Villa-Lobos, Ernani Braga se sentiu perdido na execução da Obra e acabou &#8220;resumindo&#8221; a mesma à quarta parte de sua duração! E não é que o auditório gostou e aplaudiu? A Peça Musical tão viva, tão extravagente e&#8230; tão curtinha, havia agradado o público presente! E tão intenso e imediato aplauso, &#8220;não deu tempo&#8221; ao Villa-Lobos de reclamar da interpretação&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Villa-Lobos, além de tudo, era também o único assalariado no evento que acontecia naquele início de 1922&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">O talento de Heitor Villa-Lobos já vinha sendo reconhecido oficialmente pelo Governo. E no ano seguinte, com apoio de amigos (dentre eles, a famosa Artista Plástica Tarsila do Amaral), o Compositor obteve da Câmara dos Deputados o financiamento para viajar rumo a Paris, onde passou um ano dando Concertos e tomando contato com as Vanguardas Musicais Européias.</p>
<p style="text-align: left;">Villa-Lobos também se tornou amigo dos Compositores Franceses Edgard Varèse (1883 — 1965) (foto à esquerda) e Maurice Ravel (1875 – 1937) (que se celebrizou com seu famosíssimo &#8220;Bolero&#8221;) além de conseguir, por intermédio de Arthur Rubinstein, um Editor para suas partituras: Max Eschig.</p>
<p style="text-align: left;">Um drástico corte no orçamento, no entanto, fez Villa-Lobos retornar ao Brasil em 1924, antes do pretendido. De volta à Cidade Maravilhosa, o Compositor foi elogiado por Manuel Bandeira na revista Ariel: &#8220;Villa-Lobos acaba de chegar de Paris. Quem chega de Paris espera-se que chegue cheio de Paris. Entretanto, Villa-Lobos chegou cheio de Villa-Lobos. Todavia uma coisa o abalou perigosamente: a &#8216;Sagração da Primavera&#8217; de Stravinsky. Foi, confessou-me ele, a maior Emoção Musical da sua vida.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1925, Villa-Lobos também se apresentou em Concertos em Buenos Ayres, São Paulo-SP e Rio de Janeiro-RJ, mesma época na qual ele trabalhava na composição dos seus já mencionados &#8220;Choros&#8221; (ver logo acima).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1927, Heitor Villa-Lobos retornou à Capital Francesa, dessa vez em companhia de sua Esposa Lucília Guimarães Villa-Lobos, para organizar novos Concertos e publicar em Partituras diversas Obras Musicais de sua autoria pela editora Max-Eschig. Nessa segunda Viagem ao &#8220;Velho Continente&#8221;, o Compositor conheceu novos amigos, dentre os quais, a Pianista Brasileira Magda Tagliaferro (1893 — 1986), o Maestro Britânico Leopold Stokowski (1882 &#8211; 1977), e o Compositor Francês Arthur Honneger (1892 – 1955). Amigos que freqüentavam a casa de Villa-Lobos e saboreavam uma Feijoada nos fins de semana!!</p>
<p style="text-align: left;">E o Compositor Brasileiro foi ganhando prestígio internacional cada vez maior, regendo Orquestras e apresentando suas próprias Composições em diversas Cidades Européias! Sucesso de público e crítica, não deixando de provocar também reações adversas por suas &#8220;Ousadias Musicais&#8221;, o que também acontecia com os demais Compositores Eruditos Modernistas, como por exemplo, o Compositor Russo Igor Stravinsky (1882 – 1971), quando da primeira apresentação de seu Ballet &#8220;A Sagração da Primavera&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Sem dúvida, uma Viagem que foi de fundamental importância na Trajetória Musical de Villa-Lobos que passava a ser considerado como o mais original e representativo Músico da América Latina.</p>
<p style="text-align: left;">Villa-Lobos retornou ao Brasil no segundo semestre de 1930, para realizar um Concerto em São Paulo-SP. Seria um regresso temporário, porém, preocupado com o descaso com que a Música era tratada nas Escolas do Brasil, o Compositor apresentou um revolucionário projeto de Educação Musical à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, projeto esse cuja aprovação levou-o a fixar residência novamente em seu país-natal.</p>
<p style="text-align: left;">Residindo durante dois anos na Capital Paulista, Villa-Lobos organizou o Ensino Musical e promoveu o Canto Orfeônico (Coral). Nessa ocasião, em 1931, reuniu representações de todas as Classes Sociais Paulistas e organizou uma Concentração Orfeônica à qual intitulou &#8220;Exortação Cívica&#8221;, que contou com a participação de cerca de 12.000 vozes!!</p>
<p style="text-align: left;">Com o êxito obtido nessa apresentação, veio o convite do então Secretário da Educação do Rio de Janeiro Anísio Teixeira para que Villa-Lobos coordenasse a criação da SEMA &#8211; Superintendência de Educação Musical e Artística &#8211; organização essa que viria a ser responsável pela introdução do Ensino Musical e do Canto Coral nas Escolas.</p>
<p style="text-align: left;">O então Presidente da República Getúlio Vargas designou Heitor Villa-Lobos como Supervisor da Educação Musical em todo o Brasil. Foi nesse período, que o Compositor criou diversos cursos, elaborou o Guia Prático (um conjunto de Peças para Piano de Caráter Pedagógico), compôs as Quatro Suítes de &#8220;O Descobrimento do Brasil&#8221; e também algumas das suas Nove Bachianas Brasileiras!</p>
<p style="text-align: left;">Nesse período em viveu na Paulicéia Desvairada, Villa-Lobos também realizou uma tournée artística pelo Interior dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, em companhia de excelentes Músicos do quilate de Guiomar Novaes, Antonieta Rudge e Souza Lima (Piano), Maurice Raskin (Violino) e a cantora Nair Duarte Nunes, além de sua Esposa, também Pianista, Lucília Villa-Lobos.</p>
<p style="text-align: left;">Botucatu-SP, belíssima cidade do Interior Paulista, &#8220;celeiro&#8221; de grandes Intérpretes e Compositores da Música Caipira Raiz, também recebeu a visita de Heitor Villa-Lobos, conforme informava um jornal local em Fevereiro de 1931: &#8220;Chegaram a esta cidade, no dia 14 do corrente, os ilustres Bandeirantes da Arte Musical (&#8230;) Foram recebidos na estação da Sorocabana por todas as altas autoridades da comarca, agentes consulares, representantes das classes liberais e conservadoras, comissões de alunos da Escola Normal, Ginásio Nossa Senhora de Lourdes, Escola Superior de Comércio, representantes de associações diversas, primando o elemento feminino (&#8230;) Uma comissão de senhoritas ofereceu às senhoras Villa-Lobos e Souza Lima corbelhas de flores naturais, que ostentavam as Cores Nacionais. Hospedados no Hotel Paulista, foram os ilustres patrícios cumprimentados por senhoras e cavalheiros de nosso escol social, que lhes apresentaram votos de boas-vindas&#8230;&#8221; (Citado na página 62 do excelente livro &#8220;Villa-Lobos &#8211; Uma Introdução&#8221; de Luiz Paulo Horta &#8211; Jorge Zahar Editor &#8211; Rio de Janeiro-RJ &#8211; 1987).</p>
<p style="text-align: left;">Em conseqüência do seu belíssimo Trabalho Educativo, Villa-Lobos viajou novamente rumo à Europa, no ano de 1936, representando o Brasil no Congresso de Educação Musical em Praga (República Tcheca). O Compositor também passou por Berlim e, da Capital Alemã, enviou uma carta à Lucília pondo fim ao Casamento. E, de volta ao Brasil, no mesmo ano, Villa-Lobos se uniu à sua Secretária Arminda Neves d&#8217;Almeida, a Mindinha (foto à direita), que veio a ser a sua Segunda Esposa, a quem, dentre outras Obras Musicais, Villa-Lobos dedicou os Cinco Prelúdios Para Violão e as Nove Bachianas Brasileiras.</p>
<p style="text-align: left;">E, como se as 12.000 vozes em São Paulo-SP não bastassem, Villa-Lobos continuou a promover o Canto Orfeônico, sempre com o apoio do então Presidente Getúlio Vargas e, em 1940, regeu uma concentração de 40.000 Estudantes no Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro-RJ!!</p>
<p style="text-align: left;">Em 1942, criou o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, que objetivava formar candidatos ao Magistério Orfeônico nas Escolas Primárias e Secundárias, além de estudar e elaborar diretrizes para o Ensino do Canto Orfeônico no Brasil, promover trabalhos de Musicologia Brasileira, realizar gravações de discos, etc. Na foto à esquerda, Villa-Lobos regendo um Orfeão em 1942.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1944, quando o Mundo vivia o pesadelo da segunda guerra mundial, Heitor Villa-Lobos, influenciado pelo Maestro Leopold Stokowski, aceitou o convite do Maestro Norte-Americano Werner Janssen (1899 &#8211; 1990) para uma tournée nos Estados Unidos. Não sem uma &#8220;resistência inicial&#8221;, já que o Compositor Brasileiro dizia que só iria aos Estados Unidos &#8220;&#8230;somente quando os Americanos quiserem me receber como eles recebem a um Artista Europeu, isto é, em razão das minhas próprias qualidades e não por considerações políticas&#8230;&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Era a &#8220;Política da Boa Vizinhança&#8221; que era praticada pelos Estados Unidos junto aos Aliados durante a segunda guerra.</p>
<p style="text-align: left;">E Heitor Villa-Lobos retornou diversas vezes à &#8220;Terra do Tio Sam&#8221;, onde regeu e gravou diversas de suas Composições Musicais, recebeu homenagens, além de vários importantes contatos que fez com grandes nomes da Música Norte-Americana, coroando assim a sua Consagração Internacional.</p>
<p style="text-align: left;">Sem dúvida, um dos mais importantes ciclos da Produção Musical de Heitor Villa-Lobos aconteceu entre 1930 e 1945, quando ele compôs as Nove Bachianas (pronúncia = &#8220;Baquianas&#8221;) Brasileiras!</p>
<p style="text-align: left;">Trata-se de um conjunto de Suítes Musicais, o qual foi escrito para diversas Formações Instrumentais, nos quais o Compositor mesclou o Riquíssimo Folclore Brasileiro (em especial a Música Sertaneja) com as Formas Pré-Clássicas no Estilo de Johann Sebastian Bach (1685 &#8211; 1750), visando conceber uma &#8220;Versão Brasileira dos Concertos de Brandemburgo&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">As semelhanças que Villa-Lobos percebeu entre a Música Folclórica do Sertão Brasileiro e as Fugas e Contrapontos do Mestre Alemão motivaram o Compositor Brasileiro a compor essas nove Composições tão características e representativas de seu Estilo.</p>
<p style="text-align: left;">Desse modo, os movimentos das Bachianas Brasileiras receberam dois títulos: um &#8220;Bachiano&#8221; (Prelúdio, Fuga, Ária, Toccata, etc.) e outro &#8220;Brasileiro&#8221; (Quadrilha Caipira, Desafio, Embolada, Canto do Sertão, etc.).</p>
<p style="text-align: left;">Segue abaixo a relação das Nove Bachianas Brasileiras e o título dos respectivos movimentos:</p>
<p style="text-align: left;">Bachianas Brasileiras Nº 1 para Oito Violoncelos (1932):<br />
# Introdução (Embolada)<br />
# Prelúdio (Modinha)<br />
# Fuga (Conversa)</p>
<p style="text-align: left;">Composta em 1930, teve sua Primeira Audição Mundial no dia 22/09/1932 (e a Primeira Audição Brasileira no Rio de Janeiro-RJ no dia 13/11/1938). De acordo com Fabio Gomes no excelente site, Brasileirinho &#8211; Sua Página de Música Brasileira, &#8220;vários autores afirmam, em coro: &#8216;Villa-Lobos já adulto localizou, no Sertão Brasileiro, Músicas que, neste ou naquele aspecto (Melodia, Contraponto, Modulação), tinham afinidade com aspectos da Obra de Bach que ele conhecia da infância.&#8217; Certo, mas quais aspectos seriam esses e onde ele os encontrou? O único biógrafo a encarar o desafio foi o mais próximo de Villa-Lobos, C. Paula Barros, autor de &#8216;O Romance de Villa-Lobos&#8217; (1950) e seu parceiro em clássicos como &#8216;O Canto do Pajé&#8217;(&#8230;)&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Sobre &#8220;Bachianas Brasileiras Nº 1&#8243;, Paula Barros afirmava ver nela &#8220;&#8230;Religiosidade e possível evocação ao pai do Compositor, Raul Villa-Lobos (&#8230;) As &#8216;Bachianas Nº 1&#8242; nos envolvem num esplendor de ritmos e motivos surpreendentes pela cor e pela sugestão do que mais possa haver de subjetiva brasilidade (&#8230;) ecos dos ritmos das vaquejadas dos campos marajoaras&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">No Primeiro Movimento (Introdução (Embolada)), temos o ritmo vivo, acelerado, e o caráter humorístico do Canto Nordestino que tanto agradou Heitor Villa-Lobos em suas Viagens pelo Interior do Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">No Segundo Movimento (Prelúdio (Modinha)), a parte lenta da Suíte, o Apreciador ouve o que há de mais característico na Canção Sentimental Brasileira, num belíssimo solo de Violoncelo.</p>
<p style="text-align: left;">No Terceiro Movimento (Fuga (Conversa)), temos uma evocação do estilo de improvisação dos Músicos Populares do Rio de Janeiro-RJ na época da juventude de Villa-Lobos. O próprio Compositor afirmava que &#8220;A cabeça do tema inicial se caracteriza numa espécie de transfiguração de certas células melódicas, típicas e populares dos antigos seresteiros da Capital Federal, à maneira de Sátiro Bilhar. Bilhar (1861 &#8211; 1929) foi um velho e incorrigível boêmio, cantador e tocador de Violão que acumulava as funções de funcionário público com a de seresteiro habitual. A forma e o estilo da Fuga representam, primeiro, a espiritualização da maneira de Bach, e depois uma idéia musical da conversação entre 4 Chorões, cujos instrumentos se disputam a primazia temática, em perguntas (sujeito) e respostas sucessivas, num crescendo dinâmico, mas sempre conservando a mesma cadência rítmica.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Bachianas Brasileiras Nº 2 para Orquestra (1933):<br />
# Prelúdio (O Canto do Capadócio)<br />
# Ária (O Canto da Nossa Terra)<br />
# Dança (Lembrança do Sertão)<br />
# Toccata (O Trenzinho do Caipira)</p>
<p style="text-align: left;">Também composta em 1930, a mesma teve sua Primeira Performance em Veneza sob a Regência de Alfredo Casella. Em cada um dos 4 movimentos, Villa-Lobos &#8220;re-explorou&#8221; uma peça composta anteriormente para Piano e/ou para Violoncelo.</p>
<p style="text-align: left;">O Primeiro Movimento (Prelúdio (O Canto do Capadócio)), evoca o Músico Popular, pitoresco, sem trabalho, sem dinheiro, cheio de espertezas (e que &#8220;sempre se saía bem&#8221;), que Heitor Villa-Lobos tão bem conhecia em seus anos de boemia.</p>
<p style="text-align: left;">No Segundo Movimento (Ária (O Canto da Nossa Terra)), a doçura de certas Melodias Brasileiras, cuja linha sinuosa e atmosfera envolvente o Compositor reproduz, num belíssimo &#8220;Largo Assai&#8221;, entrecortado por um &#8220;Tempo di Marcia&#8221; (um movimento lento, entrecortado por um tempo de marcha).</p>
<p style="text-align: left;">No Terceiro Movimento (Dança (Lembrança do Sertão)), o Solo de Trombone conduz o Apreciador ao Sertão Nordestino e às mais puras tradições da Vida Sertaneja e da Criação Popular dessa região tão quente e agreste, freqüentemente atingida pela seca. A melodia solada no Trombone é como que uma &#8220;introdução&#8221; ao motivo principal que será ouvido no Movimento Seguinte:</p>
<p style="text-align: left;">Já o quarto movimento (Toccata (O Trenzinho do Caipira)) é famosíssimo, não apenas na Música Erudita, como também na Fina Flor da MPB e na Música Caipira Raiz!</p>
<p style="text-align: left;">Sua riquíssima instrumentação, incluindo abundante Percussão na Orquestra Sinfônica, evoca o movimento de uma antiga locomotiva (&#8220;Maria Fumaça&#8221;) viajando pelos sertões desse imenso Brasil &#8211; sem dúvida, uma descrição bem humorada das primeiras Viagens de Villa-Lobos, em busca do conhecimento do nosso Riquíssimo Folclore!</p>
<p style="text-align: left;">Ao ouvir o &#8220;Trenzinho do Caipira&#8221; (a Música cujo trecho o Apreciador ouve ao acessar essa página), o Apreciador é envolto em agradável sensação de uma Viagem Interiorana, sentindo o ritmo do movimento da biela, ouvindo o barulho do vapor que é purgado da caldeira, enquanto o trem vai seguindo pelos campos do Sertão Brasileiro!! O trem segue viagem, apita, entra no túnel&#8230; Ao final do movimento, o andamento diminui, dando a nítida impressão da chegada à estação. Mesmo após a parada, a caldeira continua despressurizando, purgando vapor&#8230; O Apreciador ouve o barulho da fumaça saindo, diminuindo a intensidade sonora a cada despressurização, até que a percussão dá o acorde conclusivo!</p>
<p style="text-align: left;">É a sensação de uma &#8220;gostosa saudade que a gente não sabe de quando, nem do que, mas que é uma gostosa saudade&#8221;&#8230; É a Lembrança de um Sertão que existe &#8220;dentro da alma da gente&#8221;, mesmo que a gente tenha nascido na &#8220;Cidade Grande&#8221;, como é o caso de Ricardinho que escreve esse resumo biográfico&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">E a melodia do célebre &#8220;Trenzinho do Caipira&#8221; também recebeu como letra um Poema escrito por Ferreira Gullar.</p>
<p style="text-align: left;">A Orquestra requerida para interpretar as &#8220;Bachianas Brasileiras N° 2&#8243; de Villa-Lobos requer Violinos, Violas, Violoncelos, Contrabaixos, Flauta, Flautim, Oboé, Clarinete, Sax Tenor, Sax Barítono, Fagote, Contrafagote, Trompas, Trombone, Celesta e Piano, além de riquíssima Percussão composta por Tímpanos, Ganzá, Chocalhos, Reco-Reco, Matraca, Tamborim, Caixa, Triângulo, Tambor, Pratos, Tam-Tam e Bombo!</p>
<p style="text-align: left;">Clique aqui e ouça a &#8220;Toccata (O Trenzinho do Caipira)&#8221; de Heitor Villa-Lobos e veja a cena da Maria-Fumaça viajando e chegando à Estação. Pena que esse trem não seja Brasileiro e que o vídeo acrescentado ao Youtube não mencione a Orquestra e Regente que executam a célebre Obra de Villa-Lobos. No entanto foi bem empregado o sincronismo da imagem dos movimentos e paradas da locomotiva com os trechos da Toccata que encerra as &#8220;Bachianas Brasileiras N° 2&#8243; de Villa-Lobos.</p>
<p style="text-align: left;">Clique aqui e ouça a &#8220;Toccata (O Trenzinho do Caipira)&#8221; de Heitor Villa-Lobos executada pela Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba. Excelente performance que teve lugar no Cine Bangüê, pelo projeto &#8220;Quintas Musicais&#8221;. Pena que o vídeo adicionado ao Youtube não mencione o nome do Regente! Mas é uma apresentação que vale a pena ser ouvida, a cargo dessa Orquestra que é bastante representativa da Música Erudita no Nordeste Brasileiro!</p>
<p style="text-align: left;">Clique aqui e ouça &#8220;O Trenzinho Do Caipira&#8221; (Heitor Villa-Lobos) interpretada pelo Violonista Gilvan de Oliveira, numa &#8220;versão livre à moda mineira&#8221; da célebre Toccata que finaliza as &#8220;Bachianas Brasileiras Nº 2&#8243; desse Grande Mestre Erudito Brasileiro que também foi um Grande Caipira percorrendo todos os cantos do país pesquisando nosso Riquíssimo Folclore! Esse Arquivo Musical pertence à página dedicada a Gilvan de Oliveira no site Music Express.</p>
<p style="text-align: left;">Bachianas Brasileiras Nº 3 para Piano e Orquestra (1934):<br />
# Prelúdio (Ponteio)<br />
# Fantasia (Devaneio)<br />
# Ária (Modinha)<br />
# Toccata (Picapau)</p>
<p style="text-align: left;">Em sua Primeira Audição em 1947, essa Composição contou com a participação do Solista de Piano José Vieira Brandão e do próprio Heitor Villa-Lobos como Maestro, à frente da Orquestra CBS. Essa peça é considerada como um &#8220;Bem Brasileiro Concerto Para Piano e Orquestra&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Temos no Primeiro Movimento (Prelúdio (Ponteio)) a característica Improvisação do Violonista Popular experimentando as cordas do seu tradicional Instrumento Musical. Notável também é, no Quarto Movimento (Toccata (Picapau)), assim como no &#8220;Choros N° 3&#8243;, a evocação do famoso pássaro que consegue abrir buracos na madeira, batendo o bico num ritmo constante, num &#8220;martelamento seco e monótono&#8221;!</p>
<p style="text-align: left;">Bachianas Brasileiras Nº 4 para Piano (1930 &#8211; 1939)<br />
(Orquestrada pelo próprio Villa-Lobos em 1941):</p>
<p style="text-align: left;"># Prelúdio (Introdução)<br />
# Coral (Canto do Sertão)<br />
# Ária (Cantiga)<br />
# Dança (Miudinho)</p>
<p style="text-align: left;">Composta para Piano-Solo a partir de 1930, &#8220;Bachianas Brasileiras Nº 4&#8243; estreou somente em 1939. Em 1941, a peça foi arranjada para Orquestra e, nessa nova versão, estreou em 1942. De acordo com o Pianista Brasileiro Arthur Moreira Lima, do ponto de vista do Intérprete, merece destaque &#8220;A grandiosidade do &#8216;Prelúdio (Introdução)&#8217;, a riqueza de timbres do &#8216;Coral (Canto do Sertão)&#8217;, a nostalgia da &#8216;Ária (Cantiga)&#8217;, interrompida por um Ritmo Sincopado Típico do Nordeste, e a complexidade técnica da &#8216;Dança (Miudinho)&#8217;.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">O início do Primeiro Movimento (&#8220;Prelúdio (Introdução)&#8221;) é a mesma melodia utilizada no &#8220;Samba em Prelúdio&#8221; (Baden Powell &#8211; Vinícius de Moraes).</p>
<p style="text-align: left;">No Segundo Movimento (Coral (Canto do Sertão)), uma nota aguda repetida reproduz o &#8220;grito breve e martelado&#8221; da araponga, outro pássaro do Sertão que atraiu a atenção de Villa-Lobos.</p>
<p style="text-align: left;">O Terceiro Movimento (&#8220;Ária (Cantiga)&#8221;) é o famoso Refrão Popular Nordestino &#8220;</p>
<p style="text-align: left;">Oh, mana deixe eu ir<br />
Oh, mana eu vou só,<br />
Oh, mana deixe eu ir<br />
Para o Sertão de Caicó&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">&#8221; recolhido do Folclore por Teca Calazans e gravado por Mílton Nascimento (&#8220;Cantiga (Caicó)&#8221; (Tradicional &#8211; adaptação: Villa-Lobos &#8211; Teca Calazans &#8211; Milton Nascimento)) e também por Alceu Valença (&#8220;Porto da Saudade&#8221; (Alceu Valença &#8211; Refrão do Folclore Nordestino)).</p>
<p style="text-align: left;">E quem também gravou &#8220;Cantiga (Caicó)&#8221; foi a Dupla Pena Branca e Xavantinho no LP &#8220;Cio Da Terra&#8221;, lançado em 1987 pela Continental (1.71.405.648). É a 6ª Faixa do Lado A. Para nossa felicidade, também foi remasterizado em CD e essa faixa também foi lançada em algumas coletâneas!</p>
<p style="text-align: left;">Já no Quarto Movimento (Dança (Miudinho)) temos um tipo de Dança Brasileira cuja característica é a &#8220;imobilidade&#8221; do corpo do dançarino, que segue em pequenos passos rápidos, quase imperceptíveis.</p>
<p style="text-align: left;">Bachianas Brasileiras Nº 5 para Soprano e Oito Violoncelos (1938 &#8211; 1945):</p>
<p style="text-align: left;"># Aria (Cantilena)<br />
# Dança (Martelo)</p>
<p style="text-align: left;">O Primeiro Movimento dessa Obra talvez seja o trabalho mais conhecido de Heitor Villa-Lobos. A letra é de autoria da Soprano Ruth Valadares Corrêa, além de possuir trechos cantados em &#8220;Vocalise&#8221; (uso da voz humana apenas emitindo som, sem letra). Há também um trecho cantado &#8220;a bocca chiusa&#8221; (&#8220;boca fechada&#8221;), que mostra algo como que a nostalgia de um certo tipo de mulher brasileira, de acordo com o comentário de Victor Giudice no inesquecível site da Gravadora Kuarup.</p>
<p style="text-align: left;">Já o Segundo Movimento, apresentado pela primeira vez em 1945, é de dificílima interpretação e a letra é um Poema de Manuel Bandeira (&#8220;Irerê Meu Passarinho no Sertão do Cariri / Irerê Meu Companheiro&#8230;&#8221;).</p>
<p style="text-align: left;">Ruth Valadares também participou da Primeira Audição da Obra em 1939, com a Orquestra de Violoncelos regida pelo próprio Villa-Lobos. Em 1947 a Obra foi apresentada por completo pela primeira vez em Paris.</p>
<p style="text-align: left;">Clique nos links adiante e ouça o Início (Lado A) e o Término (Lado B) da Aria (Cantilena) das &#8220;Bachianas Brasileiras Nº 5&#8243; de Heitor Villa-Lobos, interpretada por Ruth Valadares Correa, acompanhada do Octeto Brasil regido pelo próprio Villa-Lobos, numa gravação histórica que ocupa os dois Lados do Disco 78 RPM Nº 104 &#8211; Odeon &#8211; num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS &#8211; Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!</p>
<p style="text-align: left;">Lembrar que existia limitação na época com relação à duração máxima (pouco mais de três minutos) que a gravação da Música podia ocupar em cada lado do &#8220;Bolachão&#8221; 78 RPM. E, na época dessa gravação histórica, Villa-Lobos ainda não havia composto o Segundo Movimento (Dança (Martelo)) das &#8220;Bachianas Brasileiras Nº 5&#8243;.</p>
<p style="text-align: left;">A Ária (Cantilena) das Bachianas Brasileiras Nº 5 também foi utilizada na trilha sonora do filme &#8220;Deus e o Diabo na Terra do Sol&#8221;, escrito e dirigido por Glauber Rocha no ano de 1964, estrelado por Othon Bastos e Yoná Magalhães. A gravação utilizada é com a Soprano Victoria de Los Angeles acompanhada por Oito Violoncelos da Orchestre National De La Radiodiffusion Française (ORTF) sob a Regência do próprio Heitor Villa-Lobos. Essa gravação faz parte do álbum de seis CD&#8217;s &#8220;Villa-Lobos Par Lui-Même&#8221; (ver logo abaixo).</p>
<p style="text-align: left;">Bachianas Brasileiras Nº 6 para Flauta e Fagote (1938):</p>
<p style="text-align: left;"># Ária (Chôro)<br />
# Fantasia</p>
<p style="text-align: left;">Essa Obra contém apenas dois movimentos e poderia, sem problema, fazer parte dos &#8220;Choros&#8221;. Sua Primeira Audição se deu no dia 24/09/1945. Apesar da Flauta Transversal ser um Instrumento Musical consagrado para o Samba e o Choro, o Fagote é um Instrumento mais utilizado na Música Erudita. É, portanto, &#8220;sui-generis&#8221; a Instrumentação das &#8220;Bachianas Brasileiras&#8221; Nº 6 para apenas dois Instrumentos Musicais: Flauta e Fagote.</p>
<p style="text-align: left;">Nas Ruas da Cidade Maravilhosa, o &#8220;Choro&#8221; era um gênero instrumental que valorizava sobretudo a livre invenção do Intérprete. Era bastante comum o uso da Flauta e do Oficleide, sendo que em seu lugar, foi empregado o Fagote, nas &#8220;Bachianas Brasileiras N° 6&#8243;. É importante citar que o Oficleide é um Instrumento Musical atualmente em &#8220;desuso&#8221;, e que é similar um Trombone e possui Chaves como as de um Saxofone.</p>
<p style="text-align: left;">Bachianas Brasileiras Nº 7 para Orquestra (1942):</p>
<p style="text-align: left;"># Prelúdio (Ponteio)<br />
# Giga (Quadrilha Caipira)<br />
# Toccata (Desafio)<br />
# Fuga (Conversa)</p>
<p style="text-align: left;">Essa Obra contém quatro movimentos e em sua Primeira Audição foi regida pelo autor, em 13/03/1944. A peça também havia sido escolhida pelo Professor Francisco Gomes Maciel Pinheiro, então Diretor do Departamento de Difusão Cultural da Prefeitura do Distrito Federal (na época, o Rio de Janeiro-RJ), para abrir um Festival Villa-Lobos no Teatro Municipal, no dia 29/04/1950. A Jornalista e Musicóloga Beatriz Guimarães comentou que &#8220;Bach deveria estar aqui para ouvir estas Bachianas&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Temos no Primeiro Movimento (Prelúdio (Ponteio)) a Improvisação do Violonista Popular, da mesma forma como acontece no Primeiro Movimento que inicia as &#8220;Bachianas Brasileiras N° 3&#8243;.</p>
<p style="text-align: left;">No Segundo Movimento (Giga (Quadrilha Caipira)), a famosa Dança da Quadrilha, de origem francesa, mas que já ocupava importante lugar nas Festas Interioranas, principalmente no Sul do Brasil, onde a Música Brasileira recebeu a maior influência Européia.</p>
<p style="text-align: left;">O Terceiro Movimento (Toccata (Desafio)) evoca o famoso torneio entre dois Poetas-Musicistas, que cantam os versos improvisados, principalmente na Região Nordeste do Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">Cheia de Invenção Melódica, justificando o termo &#8220;Bachiana&#8221;, uma Fuga compõe o Último Movimento não só Sétima, como também da Primeira, Oitava e Nona &#8220;Bachianas Brasileiras&#8221; de Heitor Villa-Lobos.</p>
<p style="text-align: left;">Bachianas Brasileiras Nº 8 para Orquestra (1944):</p>
<p style="text-align: left;"># Prelúdio<br />
# Ária (Modinha)<br />
# Toccata (Catira Batida)<br />
# Fuga</p>
<p style="text-align: left;">Essa Obra contém quatro movimentos e estreou em Roma no dia 06/08/1947, com o próprio Heitor Villa-Lobos regendo a Orquestra da Academia de Santa Cecília de Roma.</p>
<p style="text-align: left;">Assim como na Primeira (Segundo Movimento) e na Terceira (Terceiro Movimento) &#8220;Bachianas Brasileiras&#8221;, no Segundo Movimento das &#8220;Bachianas Brasileiras N° 8&#8243; (Ária (Modinha)), o Apreciador ouve na Modinha a característica Canção Sentimental Brasileira já mencionada logo acima.</p>
<p style="text-align: left;">No Terceiro Movimento (Toccata (Catira Batida)), temos a famosíssima Dança da Catira, na qual os dançarinos marcam o ritmo batendo os pés com bastante força no chão ou num tablado de madeira, dança essa, bastante característica dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.</p>
<p style="text-align: left;">O Quarto Movimento (Fuga) foi também arranjado pelo Autor e deu origem à &#8220;Fuga Vocal da Bachiana Nº 8&#8243; para Coro Misto, arranjo esse que foi incluído junto com Músicas de Johann Sebastian Bach e de outros Compositores no livro &#8220;Solfejos &#8211; Volume 2&#8243;, editado pelo MEC em 1945, visando o Ensino de Música e Canto Orfeônico nas Escolas. Segundo Paula Barros &#8220;É um tema rico de coloridos vivos e que traduz a Modinha Brasileira, apaixonada e sentimental, como a expressão psicológica do Povo Brasileiro. E porque ela é tão acentuadamente nacional, nos faz vibrar violentamente&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Bachianas Brasileiras Nº 9 para Coro (1945)<br />
(Arranjada para Orquestra de Cordas pelo próprio Villa-Lobos):</p>
<p style="text-align: left;"># Prelúdio<br />
# Fuga</p>
<p style="text-align: left;">Essa Obra contém dois movimentos. Composta inicialmente para Coro Sem Palavras a Oito Vozes (&#8220;Orquestra de Vozes&#8221; no dizer de Villa-Lobos), dedicada ao Compositor Americano Aaron Copland (1900 &#8211; 1990), a mesma foi também transcrita para Orquestra de Cordas pelo próprio Villa-Lobos e estreou sob a batuta do Maestro Brasileiro Eleazar de Carvalho (1912 — 1996), no dia 17/11/1948. Na versão original para Coro, não existe letra. As vozes executam o tema em &#8220;Vocalise&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">É mais comum ouvirmos e encontrarmos gravações na versão para Orquestra de Cordas. No entanto, vale a pena ouvir a Versão Original para Orquestra de Vozes (sem Acompanhamento Instrumental) que se inicia num andamento &#8220;Vagaroso e Místico&#8221; no Prelúdio que se liga sem interrupção ao Segundo Movimento que é uma Fuga formada por uma belíssima polifonia, que requer bastante ensaio para poder ser interpretada!</p>
<p style="text-align: left;">Sobre a &#8220;Orquestra de Vozes&#8221;, de acordo com Adhemar Nóbrega, na página 121 de seu excelente livro &#8220;As Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos&#8221;, editado pelo Museu Villa-Lobos em 1976 &#8211; Segunda Edição &#8211; MEC &#8211; Departamento de Assuntos Culturais &#8211; &#8220;&#8230;para o próprio Compositor, a idéia não era tão nova. Vinte anos antes, ao compor o &#8216;Choros N° 3 (Pica-Pau)&#8217;, para Conjunto Instrumental e Coro Masculino, havia previsto uma silabação destinada a pôr em evidência os recursos tímbricos da voz humana. Igualmente de 1925 é o &#8216;Choros N° 10&#8242;, no qual o mesmo recurso foi posto em prática, o que ele viria a fazer novamente em 1937 com a &#8216;Primeira Missa no Brasil&#8217; da Quarta Suíte do &#8216;Descobrimento do Brasil&#8217;. Por aí se vê que a concepção de uma Orquestra de Vozes não foi, de modo algum, capricho ou excentricidade de Compositor, mas idéia que foi cultivada e floresceu estimulada por experiências anteriores&#8230; &#8220;</p>
<p style="text-align: left;">Quero aqui destacar o excelente CD &#8220;Heitor Villa-Lobos &#8211; Bachianas Brasileiras 1, 4, 5&#8243; lançado pela inesquecível Kuarup Discos: esse CD reune três das nove Bachianas Brasileiras de Heitor Villa-Lobos, em sua Instrumentação Original. A interpretação é a cargo do Rio Cello Ensemble (Nº 1 e Nº5), tendo também a Soprano Leila Guimarães (Nº 5) e o Pianista Antônio Guedes Barbosa (Nº 4).</p>
<p style="text-align: left;">E, conforme mencionado logo acima, outra excelente opção recomendada é o CD &#8220;Heitor Villa-Lobos Rege Choros Nº 6 e Bachianas Brasileiras Nº 7&#8243; também lançado pela inesquecível Kuarup Discos.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1945, Villa-Lobos fundou e foi nomeado Presidente da Academia Brasileira de Música. E não parava de viajar: as Viagens ao Exterior a partir de então visavam a Representação Brasileira em Congressos Musicais, além de que o Compositor e Maestro Brasileiro aproveitava para dirigir Concertos divulgando suas Composições.</p>
<p style="text-align: left;">Vieram também importantíssimas Distinções Internacionais: apenas para citar alguns exemplos, Villa-Lobos passou a ser considerado como Membro Honorário da Academia de Santa Cecília de Roma; foi também homenageado na Colômbia e na Argentina; foi agraciado em 1943 com o título de Doutor em Música Honoris Causa pela Universidade de Los Angeles. Em 1944, em sua tournée na &#8220;Terra do Tio Sam&#8221;, foi aclamado como &#8220;O Maior Compositor das Américas&#8221;. Ainda nos Estados Unidos, estreou sua ópera &#8220;Malazarte&#8221;, no ano de 1948. Villa-Lobos também visitou Israel, no ano de 1953, a convite do Governo do recém-criado país, cuja criação havia sido aprovada pela ONU em 1948; nesse País, Heitor apresentou em Primeira Audição Mundial o Poema Sinfônico &#8220;Odyssée d&#8217; une Race&#8221;, no qual homenageou a Nação Judia.</p>
<p style="text-align: left;">Heitor Villa-Lobos, porém, teve que interromper o &#8220;ritmo frenético&#8221; de sua atividade, pois um tumor maligno na bexiga obrigou o Compositor a uma cirurgia, a qual foi feita nos Estados Unidos no ano de 1948.</p>
<p style="text-align: left;">Tal cirurgia fez com que Villa-Lobos sobrevivesse por mais 11 anos, período no qual, entre diversas Atividades Musicais, o Compositor viajou diversas vezes a Paris, onde regeu a Orquestra da Radio-Difusão Francesa (ORTF), com a qual realizou uma série de importantíssimas gravações de sua Obra Musical, entre 1954 e 1958.</p>
<p style="text-align: left;">Quero aqui destacar o álbum de seis CD&#8217;s &#8220;Villa-Lobos Par Lui-Même&#8221; (&#8220;Villa-Lobos Por Ele Mesmo) lançado pela EMI (originalmente em 10 LP&#8217;s) e que contém uma &#8220;amostra&#8221; bastante representativa e de fundamental importância para o Apreciador conhecer um pouquinho da Obra Musical desse Grande Compositor Brasileiro!</p>
<p style="text-align: left;">Além das Nove &#8220;Bachianas Brasileiras&#8221;, Villa-Lobos, regendo a Orquestra Nacional da Rádio Difusão Francesa, nos brinda com as Quatro Suítes Orquestrais do &#8220;Descobrimento do Brasil&#8221;, além da Sinfonia Nº 4 (&#8220;A Vitória&#8221;), &#8220;Momoprecoce&#8221;, &#8220;Invocação Em Defesa da Pátria&#8221; (Canto Cívico-Religioso), Concerto Para Piano e Orquestra Nº 5, além dos Choros Nºs 2, 5, 10 e 11 e também os Dois Choros &#8220;Bis&#8221; para Violino e Violoncelo. Além da Orchestre National de la Radio Diffusion Française (ORTF) sob a Regência do Compositor, também participam do CD excelentes Solistas do quilate de Victoria de Los Angeles (Soprano), Fernand Dufrene (Flauta), René Plessier (Fagote), Magda Tagliaferro (Piano), Felicia Blumental (Piano), Fernand Benedetti (Violoncelo), Maria Kareska (Soprano), Manoel Braune (Piano), Aline Van Barentzen (Piano), Maurice Cliquennois (Clarinete), Henri Branschwak (Violino) e Jacques Neilz (Violoncelo), além do Coro da Radiodifusão Francesa sob a Regência de Louis Martini e René Alix.</p>
<p style="text-align: left;">Lamentavelmente, esse álbum sêxtuplo não se encontra disponível com Encarte em Português e, para adquirí-lo, é necessário pagar preço de produto importado. Mesmo assim, vale a pena, pela excelente Qualidade Musical de seu conteúdo, além do indiscutível Valor Histórico das gravações que, apesar de não serem estereofônicas (década de 1950) são de boa qualidade, para a época, e não apresentam chiados.</p>
<p style="text-align: left;">Durante a década de 1950, Heitor Villa-Lobos vivia entre o Rio de Janeiro-RJ e Paris, além de Viagens que também fazia pelos Estados Unidos. Morava na Rua Araújo Porto Alegre N° 56, num apartamento no Centro do Rio de Janeiro-RJ. E, na Capital Francesa, ficava no Hotel Bedford, na Rue de l&#8221; Arcade, próximo à Igreja da Madeleine. Existe nesse hotel uma Placa de Bronze homenageando o Imperador D. Pedro II que ali faleceu no dia 05/12/1891. Acima da mesma placa, foi colocada uma Placa de Mármore com os dizeres: &#8220;Neste hotel morou de 1952 a 1959 o Compositor Brasileiro Heitor Villa-Lobos, Grande Intérprete da Alma de Seu País.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Em Julho de 1959 Villa-Lobos regeu o que veio a ser seu último Concerto, na cidade de New York.</p>
<p style="text-align: left;">Em Setembro de 1959, o câncer se agravou. Conseguiu uma breve recuperação, no entanto, o Compositor das Bachianas Brasileiras veio a falecer no dia 17/11/1959, aos 72 anos de idade, em sua casa, na Rua Araújo Porto Alegre, no Rio de Janeiro-RJ.</p>
<p style="text-align: left;">De acordo com a Pianista Anna Stella Schic (excelente Intérprete e também Comadre de Heitor Villa-Lobos), na página 100 de seu excelente livro &#8220;Villa-Lobos &#8211; O Índio Branco&#8221; &#8211; Imago Editora &#8211; Rio de Janeiro-RJ &#8211; 1989 &#8211; &#8220;&#8230;no início de Novembro de 1959, recebo um telefonema do Rio prevenindo-me de que Villa-Lobos voltara à sua casa após uma estada no hospital e que não tardaria a desaparecer do nosso convívio. Imediatamente providencio minha viagem ao Rio, levando comigo minha filha Sandra, afilhada do casal Villa-Lobos, a fim de que guarde na memória a imagem do padrinho. Sandra tinha dois anos e meio nessa época (&#8230;) Chegando ao Rio, dirigi-me imediatamente ao apartamento dos Villa-Lobos e encontrei o nosso Maestro num sofá, coberto por uma manta e cercado de Mindinha, sua irmã Julieta e D. Hermenegilda, a mãe de Mindinha e de Julieta. Eu estava muito comovida, sabendo que era a última vez que o via vivo, mas a atitude corajosa de Mindinha, tentando encobrir a gravidade da situação e, talvez mesmo, procurando em forças escondidas no seu amor à ilusão de que não era irremediável, deu-me alento para disfarçar (&#8230;) Num certo momento, Villa-Lobos pediu um pente e começou a pentear os cabelos de Sandra, naturalmente crespos e despenteados na vinda, dizendo-me: &#8216;Em vez de passar o dia tocando Piano, você deveria pentear a sua filha&#8217;; fazendo piadas e comportando-se como se nada sentisse, Villa-Lobos nos punha à vontade a todos, com uma naturalidade que marcou minha lembrança (&#8230;) Devo dizer que minha filha guardou na memória cada gesto e cada minuto dessa visita como se, misteriosamente, soubesse que era a única e última evocação que teria de Villa-Lobos.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Heitor Villa-Lobos foi velado no Salão Nobre do Ministério da Educação, onde compareceram diversos familiares, Artistas, Professores, Ministros, além do então Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira. Seu corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro-RJ, onde repousa juntamente com outros inesquecíveis Personagens bastante representativos de nossa Boa Música Brasileira, dentre eles, Carmen Miranda e Tom Jobim.</p>
<p style="text-align: left;">Segundo Carlos Drummond de Andrade, Heitor Villa-Lobos &#8220;Era um espetáculo. Tinha algo de vento forte na mata, arrancando e fazendo redemoinhar ramos e folhas; caía depois sobre a cidade para bater contra as vidraças, abri-las ou despedaçá-las, espalhando-se pelas casas, derrubando tudo; quando parecia chegado o fim do mundo, ia abrandando, convertia-se em brisa vesperal, cheia de doçura. Só então percebia que era Música, sempre fora Música&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Ainda segundo Drummond, &#8220;Quem o viu um dia comandando o coro de quarenta mil vozes adolescentes, no Estádio do Vasco da Gama, não pode esquecê-lo nunca. Era a fúria organizando-se em ritmo, tornando-se melodia e criando a comunhão mais generosa, ardente e purificadora que seria possível conceber&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Já o Maestro Britânico Leopold Stokowski (1882 &#8211; 1977) considerava Heitor Villa-Lobos com sendo &#8220;um dos maiores Compositores do Século XX, porque expressou em sua Música a imensa variedade de vida de seu País-Natal. Além disso, suas Obras são compreendidas pelos povos de todos os países porque são universais.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">O dia 5 de Março (Data do Nascimento de Heitor Villa-Lobos) foi escolhido pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro como sendo o &#8220;Dia Estadual da Música Clássica&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">No dia 13/06/1960 foi criado no Rio de Janeiro-RJ o Museu Villa-Lobos, por determinação do então Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, com a finalidade de preservar o Acervo e divulgar a Obra desse excelente Compositor Brasileiro.</p>
<p style="text-align: left;">Dona Arminda Neves d&#8217;Almeida, a &#8220;Mindinha&#8221;, foi a Idealizadora e também Diretora do Museu desde sua criação até o seu falecimento, no dia 05/08/1985.</p>
<p style="text-align: left;">Além da Preservação e Conservação do legado de Villa-Lobos em Partituras, Documentos e Objetos diversos (incluindo seu Violão), o Museu Villa-Lobos também tem desenvolvido diversos Projetos nas Áreas Cultural e Educativa, seja pela edição de Livros e Discos, realização de Festivais, Concursos Internacionais e Concertos Didáticos, além do atendimento à pesquisa.</p>
<p style="text-align: left;">Desde a inauguração (no dia 27/02/1961), a antiga sede do Museu Villa-Lobos ficava no nono andar do Palácio Gustavo Capanema (conhecido também como Palácio da Cultura) no Centro do Rio de Janeiro-RJ. A partir de 1986, passou a funcionar no bairro Botafogo, num Casarão do século XIX, &#8220;tombado&#8221; pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; SPHAN &#8211; atual IPHAN &#8211; no ano de 1982 (foto à direita).</p>
<p style="text-align: left;">O Museu dispõe de três salas de múltiplo uso, as quais abrigam a exposição permanente além de eventuais exposições temporárias, exibições de vídeos, Recitais e Concertos Didáticos. Também faz parte do Museu Villa-Lobos a Biblioteca aberta ao público, além dos Jardins e uma Concha Acústica para eventos ao ar livre.</p>
<p style="text-align: left;">Com o falecimento de &#8220;Mindinha&#8221; (no dia 05/08/1985), o Museu passou a ser dirigido pela Pianista Sônia Maria Strutt (grande Intérprete do Compositor) e, ainda em 1986, a Direção passou às mãos doViolonista (também excelente Intérprete de Villa-Lobos) Turibio Santos que exerce o cargo até os dias atuais.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Considero minhas Obras como cartas que escrevi à posteridade, sem esperar resposta&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">A Obra Musical deixada pelo grande Maestro e Compositor Heitor Villa-Lobos é realmente sui-generis, com inusitadas combinações de diversos Instrumentos Musicais, uso de Percussão Popular (incluindo Reco-Reco, Pandeiro, etc.) e imitação de cantos de pássaros, sem no entanto possuir nenhum &#8220;estilo definido&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Disciplina&#8221; foi sem dúvida um vocábulo que &#8220;nunca existiu no Dicionário&#8221; de Villa-Lobos: com enorme Produção Musical (mais de 1000 Composições, muitas das quais não devidamente catalogadas), o Compositor seguiu sempre seu próprio impulso interior para compor, avesso às críticas impiedosas de que era vítima com freqüência: &#8220;Minha música é Natural, como uma cachoeira&#8230;&#8221; Pouquíssimos Compositores no Mundo produziram em tão grande quantidade. O Alemão Georg Philipp Telemann (1681 &#8211; 1767) foi um dos poucos Compositores que teve maior Produção Musical do que o Brasileiro Heitor Villa-Lobos.</p>
<p style="text-align: left;">Villa-Lobos não fazia &#8220;revisões&#8221; nem &#8220;acabamento&#8221; em sua Obra Musical. Era como se a Inspiração Musical jorrasse de sua imaginação sem interrupção. Também não se concentrava numa Obra apenas e logo passava a desenvolver as idéias novas que sempre lhe surgiam, fosse na sala de sua residência, num navio, num trem, ou até mesmo numa mesa de sinuca!</p>
<p style="text-align: left;">Antônio Carlos Jobim (1927 &#8211; 1994) certa vez visitou Heitor Villa-Lobos em sua residência e, como de costume, ele estava compondo, num dia particularmente barulhento, com bastante agitação na rua e também dentro da casa e a janela aberta! Tom Jobim, admirado, perguntava como que Heitor conseguia se concentrar e compor naquele alvoroço, naquele ruído, ao que ele respondeu: &#8220;O ouvido de fora não tem nada a ver com o ouvido de dentro. Além disso, minha Música é algo vivo: se passar o bonde na rua, eu boto ele na minha Sinfonia também&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Villa-Lobos compunha sem parar, ao mesmo tempo em que regia em Concertos, organizava instituições, planejava o Ensino Musical Brasileiro, tudo ao mesmo tempo!</p>
<p style="text-align: left;">Lamentavelmente, apesar de mais de 1000 Composições conhecidas, inúmeros manuscritos do Grande Gênio Brasileiro foram perdidos em grande parte por negligência. Segundo Anna Stella Schic, na página 91 do já mencionado livro &#8220;Villa-Lobos &#8211; O Índio Branco&#8221;, &#8220;&#8230;esperando voltar logo, talvez, Villa-Lobos confiou vários pacotes contendo esses manuscritos à porteira do edifício que habitava; o tempo foi passando, os pacotes atravancaram e, um dia, foram para o lixo&#8230; ou se transformaram em papel de embrulho do açougue vizinho&#8230; Perderam-se assim a &#8216;Prole do Bebê N° 3 (Os Brinquedos)&#8217;, os últimos &#8216;Choros&#8217; N° 13 e 14, o &#8216;Prelúdio N° 6&#8242; para Violão. Outras Obras deterioram-se mais tarde, em diversas situações&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Musicólogos, de um modo geral, costumam dividir a Obra de Heitor Villa-Lobos em três períodos:</p>
<p style="text-align: left;">O primeiro é o Período Modernista, Vanguardista, correspondente ao início de sua trajetória como Compositor, os primeiros anos na Capital Francesa e também a Semana de Arte Moderna no Theatro Municipal de São Paulo-SP. Nessa fase, a criatividade de Villa-Lobos teve destaque na ênfase dada ao ritmo e também aos Instrumentos de Percussão, além da &#8220;corajosa&#8221; combinação dos timbres dos diferentes Instrumentos Musicais, sendo que muitos dos quais não eram &#8220;Integrantes Permanentes&#8221; da Orquestra Sinfônica.</p>
<p style="text-align: left;">Como exemplo de Obras Musicais do Primeiro Período, podemos destacar os já mencionados &#8220;Choros&#8221; (ver logo acima as diferentes Instrumentações que Villa-Lobos empregou para cada um deles) e tambem o &#8220;Noneto (Impressão Rápida do Brasil)&#8221; (composto em 1923) para Flauta, Oboé, Clarinete, Fagote, Celesta, Harpa, Piano, Bateria e Coro Misto. Notáveis Peças para Piano também são desse período, como é o caso de &#8220;A Prole do Bebê&#8221;, do &#8220;Rudepoema&#8221; (concluído em 1926), que o Compositor dedicou ao Pianista Arthur Rubinstein, além do &#8220;Momoprecoce&#8221; (para Piano e Orquestra).</p>
<p style="text-align: left;">Data também desse período a Suíte Popular Brasileira (1912) para Violão. Ver logo abaixo mais alguns detalhes sobre essa interessante Composição de Villa-Lobos.</p>
<p style="text-align: left;">O segundo é o chamado &#8220;Período Oficial&#8221;, o período das Cerimônias Públicas e das Obras Nacionalistas. É bem verdade que a Música de Heitor Villa-Lobos sempre foi &#8220;Nacionalista&#8221;, já que ele nunca deixou de citar o Folclore e a Cultura Brasileira em sua Obra Musical.</p>
<p style="text-align: left;">O &#8220;Nacionalismo&#8221; relacionado a esse Segundo Período é na verdade a Exaltação (Patriota e Ufanista) na ocasião em que o Compositor servia aos interesses do &#8220;Estado Novo&#8221; implantado pelo então Presidente Getúlio Vargas, após o Golpe de 1930.</p>
<p style="text-align: left;">Um exemplo típico representativo dessa fase é &#8220;Invocação em Defesa da Pátria&#8221; (Canto Cívico-Religioso) para Coro e Orquestra (sobre Poema de Manuel Bandeira), que foi composto para o embarque dos &#8220;Pracinhas&#8221; que foram obrigados a integrar a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e combater na segunda guerra mundial.</p>
<p style="text-align: left;">São também desse Segundo Período as Quatro Suítes &#8220;Descobrimento do Brasil&#8221; (1937). Feitas para integrar a trilha sonora do filme homônimo de Humberto Mauro, as Suítes foram compostas para Orquestra Sinfônica, sendo que a Quarta Suíte tem também a participação do Coral e retrata musicalmente a Primeira Missa no Brasil, com interessante combinação de Melodias e Danças Indígenas juntamente com Canto Gregoriano.</p>
<p style="text-align: left;">O terceiro é o Período Neoclássico, no qual Villa-Lobos compôs inclusive as nove Bachianas Brasileiras. Como que &#8220;cansado&#8221; do esforço para se manter &#8220;sempre na vanguarda&#8221;, o Compositor parece que preferiu passar a escrever suas Composições Músicais de modo &#8220;mais relaxado&#8221;, sendo que nesse período Neoclássico (que alguns Biógrafos preferem chamar de Neobarroco) foi a fase onde mais se revelou em sua Obra Musical a influência de Johann Sebastian Bach.</p>
<p style="text-align: left;">Como não poderia deixar de ser, as Obras mais conhecidas desse período são as já mencionadas Nove Bachianas Brasileiras, compostas entre 1930 e 1945 (ver logo acima, alguns detalhes sobre cada uma delas).</p>
<p style="text-align: left;">São também desse período os Cinco Prelúdios Para Violão (compostos em 1940) e o &#8220;Concerto Para Violão e Pequena Orquestra&#8221; (composto em 1951 por sugestão do Andrés Segovia (1893 – 1987) &#8211; O Concerto era de início uma &#8220;Fantasia Concertante Para Violão e Orquestra&#8221; e o exímio Violonista Espanhol sugeriu a Villa-Lobos que acrescentasse o Segundo e o Terceiro Movimentos, além de uma Cadência Virtuosística para o Solista, entre o Segundo e o Terceiro Movimentos, transformando a Fantasia Concertante num belíssimo Concerto).</p>
<p style="text-align: left;">São também desse Terceiro Período os 17 Quartetos de Cordas (para 2 Violinos, Viola e Violoncelo), as 12 Sinfonias e os Cinco Concertos Para Piano e Orquestra.</p>
<p style="text-align: left;">Não há, porém, uma &#8220;fronteira clara&#8221; entre o segundo e o terceiro períodos, já que os mesmos aconteceram quase que simultaneamente.</p>
<p style="text-align: left;">Conforme foi mencionado logo acima, nos tempos em que quem tocava Violão era discriminado, por ser &#8220;sinônimo de malandragem&#8221;, Villa-Lobos escreveu um conjunto de Obras muito importante para esse belíssimo Instrumento Musical de Seis Cordas: o já mencionado &#8220;Choro Típico Nº 1 (Chora Violão)&#8221; (1920) (dedicado a Ernesto Nazareth), os 5 Prelúdios (1940) os 12 Estudos (1924 &#8211; 1929) e também a Suíte Popular Brasileira (1908 &#8211; 1912).</p>
<p style="text-align: left;">A Suíte Popular Brasileira é composta de 5 Movimentos:</p>
<p style="text-align: left;"># Mazurka-Choro</p>
<p style="text-align: left;"># Schottish-Choro</p>
<p style="text-align: left;"># Valsa-Choro</p>
<p style="text-align: left;"># Gavota-Choro</p>
<p style="text-align: left;"># Chorinho</p>
<p style="text-align: left;">O Primeiro Movimento (Mazurka-Choro) também foi arranjado e gravado na Viola Caipira pelo Almir Sater em seu excelente LP &#8220;Instrumental Dois&#8221;, lançado pela Gravadora Eldorado (Nº 200.90.0611) em 1990 e, para nossa felicidade, remasterizado também em CD.</p>
<p style="text-align: left;">Quero aqui destacar o excelente CD &#8220;Villa-Lobos &#8211; A Obra Completa Para Violão-Solo&#8221; lançado pela Kuarup Discos: trata-se de uma Edição histórica: antes de se consagrarem como o Duo Assad, os irmãos Violonistas Sérgio Assad e Odair Assad gravaram esse Disco (originalmente em LP) que foi produzido inicialmente para distribuição aos clientes da &#8220;Coca-Cola Indústrias Ltda.&#8221; e que mostra que os dois irmãos já eram gênios e virtuoses antes mesmo do sucesso internacional que alcançaram posteriormente. Excelente Disco que não pode faltar na Coleção de quem gosta da Música Erudita, do Violão e da Boa Música Brasileira! Produzido por Mário de Aratanha &#8211; Direção Musical de Airton Barbosa &#8211; Gravado e mixado no Estúdio Haway &#8211; Rio de Janeiro-RJ &#8211; em Outubro de 1978, por Walter Oliveira &#8211; Masterizado para CD por Luigi Hoffer (2000) &#8211; Apoio Técnico: Museu Villa-Lobos.</p>
<p style="text-align: left;">De acordo com Airton Barbosa, em comentário sobre o Disco supra-citado, no inesquecível site da Kuarup, &#8221; Muita gente pensa que o principal instrumento de Villa-Lobos era o Violoncelo. Na verdade este era um de seus instrumentos prediletos, que Villa tocava muito bem, e compôs muito para ele. Mas o mais importante no contexto de sua obra é, sem nenhuma sombra de dúvida, o Violão.</p>
<p style="text-align: left;">Este Violão, o menino Heitor estudava escondido, fugia pela janela para tocá-lo com os Chorões dos botequins, e apaixonadamente chegou a renegá-lo em alguns salões da elite carioca.</p>
<p style="text-align: left;">O crítico Luis Paulo Horta lembra reminiscências de Lucília Villa-Lobos, Primeira Esposa do Compositor, quando este a visitou pela primeira vez em sua residência na Tijuca: Nesta visita, Villa fez sucesso tocando violão, e Lucília conta que &#8216;terminada sua exibição, ele manifestou desejo de ouvir a pianista; e toquei, a seguir, alguns números de Chopin, cuja execução me pareceu ter impressionado bem&#8230;&#8217;</p>
<p style="text-align: left;">Na opinião dela, Villa-Lobos ao final se sentia um pouco constrangido, talvez mesmo inferiorizado: &#8216;Naquela época, o Violão não era instrumento de salão, de Música de Verdade, e sim um instrumento vulgar, de Chorões e Seresteiros&#8217;. E, como se vencesse uma depressão, ele acabou contando a Lucília que seu primeiro instrumento era o Violoncelo. Villa-Lobos tinha então 25 anos, e integrava a orquestra da Sociedade de Concertos Sinfônicos, sob a regência de Francisco Braga.</p>
<p style="text-align: left;">Mas se o Violoncelo era seu Instrumento Público, o Violão era o da intimidade. Villa só tocava Violão em casa ou com amigos, e talvez porisso ele esteja presente em quase toda a sua Obra. Tanto em peças solo quanto integrando conjuntos, o Violão é o instrumento que o inspira, apontando soluções melódicas, baixarias, harmonias inéditas, e criando ao mesmo tempo um estilo pessoal e uma linguagem inconfundivelmente brasileira. Muitas vezes esta fonte de inspiração foi reconhecida pelo próprio compositor.</p>
<p style="text-align: left;">(&#8230;) Esta intimidade com o instrumento foi totalmente assumida a partir de sua grande amizade com Andrés Segóvia, que ele conheceu em Paris em 1924. Até então, Villa tinha escrito a Suite Popular Brasileira (1908-1912) e o Choros nº 1 (1920). Seu encontro com o maior Violonista vivo parece que desencubou todo o Violonismo ainda contido dentro dele. E foi a partir de então que explodiram suas maiores criações para o instrumento: os 12 Estudos, de 1924 a 1929, os 5 Prelúdios, em 1940, e o Concerto para Violão e Pequena Orquestra, em 1951. Os Estudos e o Concerto são dedicados ao próprio Segóvia, e os Prelúdios à Mindinha Villa-Lobos.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Quero aqui destacar o também excelente CD &#8220;Villa-Violão&#8221;, lançado pela Kuarup Discos, (KCD-001) o qual também brinda o Apreciador com A Obra Completa Para Violão-Solo de Heitor Villa-Lobos, na interpretação de Turíbio Santos que, além de exímio Violonista é também considerado excelente Intérprete do Compositor, sendo também o atual Diretor do Museu Villa-Lobos, conforme mencionado logo acima. Contendo os 5 Prelúdios, os 12 Estudos, a &#8220;Suíte Popular Brasileira&#8221; e o &#8220;Choro Típico N° 1&#8243;, lamentavelmente, porém, esse CD já se encontrava &#8220;fora de catálogo&#8221;, antes mesmo do encerramento das atividades da Gravadora Kuarup.</p>
<p style="text-align: left;">A Música de Heitor Villa-Lobos também enriqueceu musicalmente diversos filmes brasileiros e estrangeiros. Conforme já mencionado, as Quatro Suítes &#8220;Descobrimento do Brasil&#8221; foram compostas para integrar a trilha sonora do filme homônimo de Humberto Mauro em 1937 e a Ária (Cantilena) das &#8220;Bachianas Brasileiras N° 5&#8243; foi utilizada na trilha sonora do filme &#8220;Deus e o Diabo na Terra do Sol&#8221;, escrito e dirigido por Glauber Rocha no ano de 1964. E o mesmo Glauber Rocha também incluiu as &#8220;Bachianas Brasileiras&#8221; N°s. 3 e 6 no filme &#8220;Terra Em Transe&#8221; em 1967, filme que contou com a participação de excelentes Atores, dentre os quais, Jardel Filho, Paulo Autran, Paulo Gracindo, Hugo Carvana, Danuza Leão, Mário Lago e Flávio Migliaccio, apenas para citar alguns.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Ou eu faço uma boa coisa ou faço uma droga. Mas esse negócio de procurar inspiração, deixar crescer cabeleira para ter inspiração, beber&#8230; Isso não existe em mim. Eu escrevo quando é preciso.&#8221; (&#8220;Síntese Crítica e Biográfica&#8221; &#8211; E. Nogueira França)</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Prá frente, ó Música! Que algum dia tu sejas a maior inspiradora da Paz entre os homens!.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Ambas as citações de Heitor Villa-Lobos acima estão presentes nas páginas 174 e 175 do já mencionado livro de Anna Stella Schic &#8220;Villa-Lobos &#8211; O Índio Branco&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">E, em 1986, pouco antes das comemorações do Centenário de Villa-Lobos, o Tesouro Nacional lançou a Nota de 500 Cruzados (Cz$ 500,00), cuja frente e verso é mostrada abaixo:</p>
<p style="text-align: left;">Obs.: As informações contidas no texto dessa página são originárias dos encartes de diversos LP&#8217;s e CD&#8217;s de &#8220;Villa-Lobos&#8221;, dentre os quais, o album sêxtuplo &#8220;Villa-Lobos Par Lui-Même&#8221;, além dos livros &#8220;Villa-Lobos &#8211; O Índio Branco&#8221; (Anna Stella Schic), &#8220;Heitor Villa-Lobos&#8221; (Maria Celia Machado), &#8220;Villa-Lobos &#8211; Uma Introdução&#8221; (Luiz Paulo Horta) e &#8220;As Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos&#8221; (Adhemar Nóbrega), além dos sites do filme Villa-Lobos &#8211; Uma Vida de Paixão, das gravadoras Kuarup, ROB-Digital e Movieplay, e também dos sites do Museu Villa-Lobos, Brasileirinho &#8211; A Sua Página de Música Brasileira, Classical Guitar, Folha de São Paulo &#8211; Artigo de Irineu Franco Perpétuo: Veja os Passos para Compreender Villa-Lobos, Wikipedia- A Enciclopédia Livre, Portal UnB &#8211; Universidade de Brasília, Biblioteca Brasileira do Violão, Memória Viva de Heitor Villa-Lobos, Centenário do Nascimento de Villa-Lobos &#8211; por Walter Morales, Fundação Biblioteca Nacional, Vidas Lusófonas, Dicionario Ricardo Cravo Albin de Música Popular Brasileira, Tempo Glauber, IMS &#8211; Instituto Moreira Salles e IMMUB &#8211; Instituto Memória Musical Brasileira. Ver também mais detalhes e links na página Para saber mais&#8230; onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração desse site teria sido impossível.</p>
<p style="text-align: left;">Essa &#8220;Viagem de Trem&#8221; pelo Interior Musical do Brasil não pára por aqui: Clique aqui e pegue esse &#8220;trem&#8221;, que ele agora irá para o Interior Pernambucano, na cidade de Exu-PE!! Conheça um pouquinho da belíssima Trajetória Musical desse que foi um dos melhores conhecedores desse nosso Brasil Musical e que tão bem soube traduzir essa Riqueza Musical de seu &#8220;Pé De Serra&#8221; em sua inesquecível &#8220;Sanfona Branca&#8221;, desde menino com apenas 7 anos de idade!!!: Conheça um pouquinho da belíssima Lição de Vida que foi a carreira do &#8220;Rei do Baião&#8221; Luiz Gonzaga!</p>
<p style="text-align: left;">Fonte: www.boamusicaricardinho.com</p>
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		<title>Bentley combina com Chopp Kremer</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 18:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer]]></category>

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		<description><![CDATA[Designer distinto, imponência britânica, acabamento luxuoso e detalhado, imagem forte e robusta, exclusividade, e uma tradição praticamente imbatível no segmento de automóveis de luxo. A marca BENTLEY é muito mais que um automóvel de luxo, seus proprietários, diga-se de passagem, poucos privilegiados no mundo, são pessoas que dão valor, não somente a performance e estilo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/bentley-logo.jpg"><img class="size-full wp-image-1216 aligncenter" style="border: 0pt none;" title="bentley logo" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/bentley-logo.jpg" alt="" width="220" height="121" /></a></p>
<p>Designer distinto, imponência britânica, acabamento luxuoso e detalhado, <a href="http://www.choppkremer.com.br" target="_blank">imagem forte</a> e robusta, <a href="http://www.choppkremer.com.br" target="_blank">exclusividade</a>, e uma <a href="http://www.choppkremer.com.br" target="_blank">tradição</a> praticamente imbatível no segmento de automóveis de luxo. A marca BENTLEY é muito mais que um automóvel de luxo, seus proprietários, diga-se de passagem, poucos privilegiados no mundo, são pessoas que dão valor, não somente a performance e estilo, mas principalmente a tradição. É verdadeiramente um carro para poucos.</p>
<p>A história<br />
Uma das mais luxuosas e exclusivas marcas de automóveis do planeta nasceu pelas mãos do inglês Walter Owen Bentley, um engenheiro e aficionado por velocidade. Em 1905, com apenas 16 anos, foi trabalhar na divisão de locomotivas da companhia ferroviária britânica Great Northern Railway. Mas seria com os carros que W.O. Bentley, como era chamado, se tornaria reconhecido mundialmente. Sua saga começou em 1912, quando a família iniciou a importação de carros esporte da francesa DFP. E foi em uma visita à fábrica da DFP que ele teve uma idéia brilhante: ao ver um peso de papel feito em alumínio, pensou em desenvolver pistões desse material, para substituir os feitos de ferro fundido. A inovação de Bentley foi aplicada a motores radiais rotativos (em que giravam os pistões e o virabrequim ficava parado) de aviões da Primeira Guerra e, mais tarde, chegou aos automóveis.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/bentley-1.jpg"><img class="size-full wp-image-1218   aligncenter" style="border: 0pt none;" title="bentley 1" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/bentley-1.jpg" alt="" width="300" height="171" /></a></p>
<p>A tradicional e clássica BENTLEY MOTORS seria fundada somente no ano de 1919, na cidade de Londres, nascida da parceria de W.O. e seu irmão, Henry. Já em seu primeiro ano produziu dois protótipos – EXP 1 e EXP 2, predecessores do 3-Litre, primeiro modelo oficial da montadora, lançado em 1921. Os protótipos revolucionaram o mercado com o motor de 4 cilindros e 16 válvulas, com comando no cabeçote e pistões de alumínio. Para a época era um feito e tanto. Dois anos depois, o EXP 2 conquistou a primeira vitória da BENTLEY em competições esportivas, numa prova em Brooklands. Os modelos esportivos chegavam a até 160 km/h, e para pará-los BENTLEY havia colocado freios nas quatro rodas (outra inovação à época). Esse lendário modelo ainda existe e pertence à fábrica. O EXP 1 foi destruído em um acidente nos anos 1920.</p>
<p>Com o 3-Litre Bentley iniciou também sua história de sucesso em provas de automobilismo, com o clássico símbolo do “B” alado. Ettore Bugatti, já famoso fabricante de carros esporte, respeitaria logo o aguerrido adversário, ainda que apelidando o 3-Litre de “a carroça mais rápida do mundo”. A consagração de BENTLEY viria em 1924, com a primeira vitória na 24 horas de Le Mans. Em 1925, anunciaria o lançamento de um novo carro: o 6 ½-Litre. Bentley fez modificações no bloco anterior e transformou-o em um 6-cilindros, mantendo as 4 válvulas com comando no cabeçote. Esse motor tinha quase 1.1 litro por cilindro. Sua potência chegava a mais de 200 cv. Uma versão esportiva viria em 1928, o Speed Six, que se tornaria o BENTLEY de maior sucesso nas pistas de corrida. A BENTLEY viria a tornar-se famosa pelas quatro vitórias consecutivas nas 24h de Le Mans de 1927 a 1930. Nesta época o seu maior competidor era a Bugatti, cujo peso e elegância, mas também fragilidade contrastavam com a robustez e durabilidade da BENTLEY.<span id="more-1215"></span><br />
Com a Grande Depressão, em 1931 a Rolls-Royce comprou a BENTLEY, que se destacava pela qualidade e potência de seus esportivos. Por décadas ambas fabricaram automóveis exclusivos, luxuosos e que se tornaram objetos de desejo, como o Bentley Mark VI, Continental R (1952) e o Bentley T Series (introduzido em 1965). Os automóveis BENTLEY ganharam fama pela sua performance esportiva e produção artesanal. Desde a mudança para a fábrica de Crewe, em 1946, a BENTLEY criou uma extensa linha de modelos esportivos com um padrão inigualável de qualidade.</p>
<p>A fábrica permaneceu sob o comando da Rolls-Royce até 1998, quando ambas foram compradas pela Volkswagen – numa manobra comercial em que venceu a BMW, que fornecia motores para as marcas e detinha a licença de uso da marca Rolls-Royce. As montadoras alemãs entrariam em acordo e, a partir de 2002, a VW ficou com a BENTLEY, entregando a Rolls-Royce à BMW. Já sob o comando da Volkswagen, a BENTLEY voltaria a correr em Le Mans após 71 anos de ausência. Foi em 2001, com o EXP Speed 8, praticamente uma versão do Audi R8, vencedor da prova nas três edições anteriores.</p>
<p>E a marca de W.O. Bentley se consagraria novamente, levando o lendário “B” alado e o bravo histórico de seus “Bentley Boys” ao primeiro lugar em 2003. Neste mesmo ano foi lançado o Bentley Continental GT, um grand tourer de duas portas com capacidade para 4 passageiros que viria a substituir os modelos Continental R e T, este último lançado em 1997.</p>
<p>A partir desta época a procura de carros BENTLEY aumentou de tal modo que os clientes chegaram a esperar um ano para que o seu carro fosse entregue. Em 2006, ano em que comemorou os 60 anos de atividade da fábrica de Crewe, a BENTLEY introduziu o Continental GT Diamond Series, uma série especial limitada a 400 unidades. Neste mesmo ano estreou no mercado o Bentley Continental GTC, a versão conversível do famoso modelo Continental. Sob o comando da VW a montadora vive seus melhores anos com as vendas em altas: Em 2008 a comercializou 7.600 uniddes, contra 10.014 unidades (um recorde em sua históia) em 2007, 9.000 em 2006, 8.500 automóveis em 2005, 6.500 em 2004 e apenas 1.000 no ano de 2003. Em 2008, uma das marcas mais tradicionais do mundo automobilístico se rendeu ao motor flex, que usa tanto gasolina como etanol. A BENTLEY vai apresentar o modelo em março de 2009. O carro, porém, será produzido somente em 2012. Recentemente, em 2010, a exclusiva marca inaugurou sua primeira concessionária na cidade de São Paulo, onde seu modelo mais conhecido, o BENTLEY CONTINENTAL GT, será comercializado por nada menos que R$ 928.000.</p>
<p>Os modelos atuais<br />
Continental GT: um cupê de duas portas com capacidade para quatro pessoas lançado em 2003, como substituto do modelo Continental R e T. Este modelo representou uma nova era para a BENTLEY: primeiro modelo lançado desde que a marca foi adquirida pela Volkswagen. Pela primeira vez a BENTLEY saía debaixo das asas da Rolls Royce.</p>
<p>Continental Flying Spur: um luxuoso sedã lançado em 2005. O modelo é a versão quatro portas do Continental GT.</p>
<p>Continental GTC: apresentado em setembro de 2005, este cupê forma, juntamente com o Azure, a dupla de automóveis conversíveis da BENTLEY. O modelo é equipado com um motor W12 biturbo 6,0-litros de 560 cv, sistema de tração nas quatro rodas e suspensão a ar, que tornaram os outros modelos da linha mais do que festejados. A diferença é que carro também ultrapassa os 300 km/h (chega a 312 km/h, para ser mais exato), mas o faz com a capota arriada (306 km/h, neste caso).</p>
<p>Brooklands: o modelo nasceu em 1992, sendo exatamente uma réplica do Rolls-Royce Silver Spur, contando com basicamente todos os itens de conforto que um carro pode oferecer. Como tudo neste modelo é exagerado, a começar pelo seu tamanho de 5.30 metros de comprimento, cada carro é fabricado de forma diferente um do outro. Eles são montados de forma artesanal tendo madeiras e os revestimentos em couro escolhidos a dedos pela BENTLEY. A versão cupê do modelo foi apresentada em 2008 e terá apenas 550 exemplares construídos.</p>
<p>Arnage: este modelo foi esenvolvido em conjunto com o Rolls-Royce Silver Seraph quando as duas marcas pertenciam ao mesmo dono, e lançado em 1998.</p>
<p>Azure: um conversível de altíssimo luxo baseado no modelo Arnage. O modelo está em sua segunda geração, a primeira foi lançada no ano de 1995, sendo a segunda introduzida em 2003, com um motor a gasolina V8 turbo, alimentado de 6.8 litros de cilindrada e 455 CV de potência máxima.</p>
<p>Os “Bentley Boys”<br />
W.O. Bentley era um entusiasta do esporte a motor, mas nem sempre tinha disposição para enfrentar horas ao volante de um carro – o que ele fez pessoalmente algumas vezes. Surgiram, então, os chamados “Bentley Boys”, pilotos amadores, em sua grande maioria, aventureiros endinheirados que não corriam pelo pagamento, mas pelo amor ao esporte – e pela inegável prova de coragem. O primeiro deles foi John Duff, que não era exatamente rico – pretendia ser um concessionário BENTLEY. Mas esbanjava coragem e, após algumas importantes vitórias, conquistou a tradicional prova de 1924 em Le Mans, tendo Frank Clement como seu co-piloto. Clement era responsável pelos “departamentos” de corrida e desenvolvimento da BENTLEY, sendo ele próprio o piloto de testes. O núcleo central dos Bentley Boys seria consolidado nos anos seguintes por Dr. Dudley Benjafield (“Benjy”, um médico bacteriologista), Clement, Bertie Kensington Moir e Sammy Davies, editor de esporte da centenária revista inglesa Autocar. A esse grupo juntou-se Woolf Barnato, rico explorador de diamantes na África do Sul. Na verdade, as corridas eram a segunda atividade de Barnato na fábrica inglesa.</p>
<p>Em 1926 a BENTLEY atravessava intensas dificuldades financeiras e W.O. – que, a despeito de ser um ótimo engenheiro, era mau administrador – vendeu parte da montadora a Barnato, que assumiu maioria acionária e a presidência. O fundador permaneceu como diretor administrativo. Nesta época ele começou a trabalhar numa versão de maior cilindrada do 3-Litre – o 4 ½-Litre. Então surge outro “Bentley Boy”, o inglês Henry “Tim” Birkin, tido como um dos melhores pilotos da Inglaterra até hoje. Após guiar o 4 ½-Litre em provas na Irlanda, França e Alemanha, Tim Birkin obteve a permissão de Woolf Barnato para fazer algumas melhorias no carro. Contrariando W.O. Bentley, que não admitia qualquer tipo de sobrealimentação em seus carros (ele gostava da frase “there’s no replacement for displacement”, algo como “não há substituto para cilindrada”), Birkin instalou um compressor no 4 ½-Litre, criando um dos mais interessantes carros de corrida da história – o Blower Bentley. Mas o “Blower” sofria com a falta de durabilidade, e as quebras o impediram de conquistar maiores vitórias. Isso, no entanto, não o impediu de se tornar o carro de James Bond nos livros originais. Suas incursões em Le Mans foram sempre emocionantes. Como na prova de 1930, em que a BENTLEY bateu a equipe Mercedes e o lendário piloto Rudi Caracciola, conquistando sua 5ª vitória na prova. Depois da vitória, a BENTLEY anunciou sua retirada das pistas.<br />
-<br />
O berço da BENTLEY<br />
É na cidade de Crewe, interior da Inglaterra, que desde 1946, estão reunidas todas as operações da BENTLEY, em uma instalação fabril com mais de 60 anos de existência, que acolhe quatro mil trabalhadores (500 deles nas áreas do design e engenharia), produz anualmente dez mil automóveis (e a produção está toda vendida) e onde passado, presente e futuro convivem de forma quase única. Não existem muitos locais no planeta onde, lado a lado (embora em linhas de produção distintas), seja produzido um modelo com o nível de modernidade do Continental (nas suas várias versões) e outros quase artesanalmente, como o Arnage, o Azure e o Brooklands. Se, no primeiro caso, o nível de automatização é relativamente elevado, no segundo, boa parte do processo de fabricação é manual, ou, pelo menos, recorrendo a processos e técnicas convencionais, essencial para permitir o grau de personalização que sempre foi uma das características mais fortes de seus automóveis.</p>
<p>Todos os modelos da marca britânica podem ser personalizados e existem 51 opções de tons para o exterior do veículo, sete opções de madeira, mais de 12 tipos de rodas e 18 cores internas. Isso torna seus carros únicos, transformando-os em objetos de desejo. Conhecer de perto as seções onde são tratados e aplicados os revestimentos em pele é uma experiência única. Nada menos do que seis tipos de madeira estão disponíveis, e nesta área (que alguém carinhosamente define como “a maior marcenaria do mundo”) convivem máquinas modernas de corte a laser com processos e maquinário com 60 ou mesmo 80 anos de idade. Tal como no caso das peles, a maioria provém da Escandinávia, cerca de 11 peças completas e 12 horas são necessárias para forrar um modelo Continental; número que se eleva para 17 a 25 peças no caso do Arnage, dependo do grau de personalização pretendido pelo cliente.</p>
<p>O BENTLEY BOND<br />
Um dos proprietários mais famosos de um BENTLEY, na verdade, nunca existiu. Ele é o 007, conhecido como James Bond, do Serviço Secreto de Sua Majestade. Nos romances originais de Ian Fleming, Bond possuía vários modelos da marca inglesa (nos filmes ele normalmente dirigia um Aston Martin). Nos três primeiros livros de James Bond, o espião conduzia sempre um carro da marca BENTLEY, que posteriormente foi trocada pela também inglesa Aston Martin, que na década de 50 exaltava para o mundo a esportividade dos carros britânicos. Fontes ainda indicam que a BENTLEY era a marca de automóveis preferida de Ian Fleming. O primeiro BENTLEY utilizado por James Bond foi destruído em “Moonraker” (&#8220;007 Contra o Foguete da Morte&#8221;, no Brasil), devido a uma perseguição com um caminhão. Em 2008, a editora inglesa “Penguim Books”, lançou o livro “Davil May Care”, história inédita sobre o agente secreto da coroa britânica James Bond. Mas, ao contrário dos últimos filmes da série, o meio de transporte do espião não será um Astion Martin. Desta vez, os aparatos tecnológicos e armamentos de última geração foram instalados em um BENTLEY. O livro, com tiragem limitada em 300 exemplares, imita o aspecto do manual do proprietário de modelos da marca dos anos 50 e 60 e homenageia Ian Fleming, criador do 007. Já a trama leva a assinatura do escritor Sebastian Faulks, conhecido na Europa por seus romances policiais. O livro podia ser encomendado por R$ 2.500.</p>
<p>Alguns proprietários não-fictícios dos modelos da marca inglesa também obtiveram grande fama. O rapper Jay-Z menciona a marca inglesa em várias de suas canções e também os dirige pelas ruas. Ludacris possui um BENTLEY Continental GT prateado &#8211; ele afirma que virou fã por causa de seu amigo Shaquille O&#8217;Neal. Shaq é dono de um BENTLEY que dizem conter um logotipo personalizado do Super-Homem montado na grade dianteira. Alguns outros proprietários famosos do BENTLEY são: Paris Hilton (celebridade presa em seu BENTLEY por dirigir com uma carteira de motorista suspensa), Kobe Bryant (estrela de basquete dos LA Lakers), Fabolous (rapper e orgulhoso proprietário de um dos modelos da marca), The Game (rapper e ex-proprietário de um BENTLEY, que doou seu carro em um leilão para levantar recursos para vítimas do Furacão Katrina) e Xzibit (rapper e proprietário de um BENTLEY Continental GT).<br />
-<br />
Dados corporativos<br />
● Origem: Inglaterra<br />
● Fundação: 18 de janeiro de 1919<br />
● Fundador: Walter e Henry Bentley<br />
● Sede mundial: Crewe, Inglaterra<br />
● Proprietário da marca: Volkswagem Group<br />
● Capital aberto: Não (subsidiária)<br />
● Chairman &amp; CEO: Dr Franz-Josef Paefgen<br />
● Presidente: Christophe Georges<br />
● Faturamento: €571 milhões (2009)<br />
● Lucro: &#8211; €194 milhões (2009)<br />
● Vendas anuais: 4.616 (2009)<br />
● Concessionárias: 172<br />
● Presença global: 90 países<br />
● Presença no Brasil: Não<br />
● Funcionários: 4.000<br />
● Segmento: Automotivo<br />
● Principais produtos: Automóveis de luxo<br />
● Ícones: O famoso “B” alado<br />
● Website: www.bentleymotors.com<br />
-<br />
A marca no mundo<br />
A exclusiva marca BENTLEY vende seus automóveis em mais de 90 países ao redor do mundo, tendo na América do Norte (seu maior mercado, absorvendo 45% da produção), Europa e principalmente Oriente Médio como seus maiores mercados. Atualmente a marca é representada por mais de 170 concessionárias no mundo inteiro, vendendo pouco mais de 4.600 unidades anualmente.<br />
-<br />
Você sabia?<br />
● O automóvel da rainha Elizabeth II, da Inglaterra, reflete a sua personalidade aristocrática. Trata-se do Bentley Arnage Royal, uma jóia de US$ 15 milhões dada de presente à rainha pela montadora de veículos superluxo em comemoração a 50 anos de reinado, o chamado Jubileu de Ouro, em 2002.<br />
-<br />
-<br />
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).</p>
<p>Fonte: www.mundodasmarcas.blogspot.com</p>
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		<title>Golfe combina com Chopp Kremer</title>
		<link>http://www.choppkremer.com.br/blog/2010/11/golfe-combina-com-choppe-kremer/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Nov 2010 15:46:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer]]></category>

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		<description><![CDATA[Considerado uma prática de elite assim como Chopp Kremer, o Golfe é um esporte de origem escocesa, inspirado num jogo romano chamado Paganica. Consiste em arremessar, com ajuda de um taco, uma pequena bolinha ao longo de um percurso que termina num buraco &#8211; onde a bolinha deve cair. O golfe é jogado em campos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1041" style="border: 0pt none;" title="chopp" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/Tudo-pronto-para-o-Campeonato-Aberto-Bandeirantes-de-Golfe.jpg" alt="chopp" width="400" height="288" /></p>
<p>Considerado uma prática de elite assim como<a href="http://www.choppkremer.com.br/chopp-kremer-chopp-gelado-chopp-claro-chopp-para-sua-festa-e-chopp-kremer.php" target="_self"> Chopp Kreme</a>r, o Golfe é um esporte de origem escocesa, inspirado num jogo romano chamado Paganica. Consiste em arremessar, com ajuda de um taco, uma pequena bolinha ao longo de um percurso que termina num buraco &#8211; onde a bolinha deve cair. O golfe é jogado em campos de grama, em parques apropriados, com um ou mais percursos delimitados. O objetivo do jogo é colocar a bolinha nesse buraco com o mínimo de tacadas possível. Para dificultar a tarefa, o trajeto até o buraco pode incluir pequenos lagos, poços de areia, árvores e locais com grama mais alta.</p>
<p>O campo de golfe oficial deve ter 18 percursos, que para fins práticos são chamados mesmo de buracos. Assim, um jogador diz que está no buraco 12, por exemplo, quando está percorrendo o caminho que leva ao buraco de número 12. O número de tacadas de cada jogador é acumulado e vence quem &#8220;fizer&#8221; os 18 buracos com um menor número de tacadas. Os jogadores caminham ao ar livre pelo menos quatro quilômetros por jogo. Uma partida costuma durar em média quatro horas.</p>
<p><em>Fonte: Enciclopédia Livre</em></p>
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		<title>Ferrari combina com Chopp Kremer</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 15:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer]]></category>
		<category><![CDATA[blackremer]]></category>
		<category><![CDATA[Chopp Claro Kremer]]></category>
		<category><![CDATA[Chopp escuro]]></category>
		<category><![CDATA[Chopp Kremer]]></category>

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		<description><![CDATA[O automóvel desta marca é designado por uma (português brasileiro) ou um (português europeu) Ferrari. O &#8220;Cavalo Rampante&#8221; O famoso símbolo da Ferrari é um cavalo negro empinado num fundo amarelo, sempre com as letras S F de Scuderia Ferrari. O cavalo era originalmente o símbolo do Conde Francesco Baracca, um lendário &#8220;asso&#8221; (ás) da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">O automóvel desta marca é designado por uma (português brasileiro) ou um (português europeu) Ferrari.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">O &#8220;Cavalo Rampante&#8221;</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">O famoso símbolo da Ferrari é um cavalo negro empinado num fundo amarelo, sempre com as letras S F de Scuderia Ferrari.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">O cavalo era originalmente o símbolo do Conde Francesco Baracca, um lendário &#8220;asso&#8221; (ás) da força aérea italiana durante a I Guerra Mundial, que o pintou na lateral de seus aviões. Baracca morreu muito jovem em 19 de Junho de 1918, abatido após 34 duelos vitoriosos e muitas vitórias em grupo, tornando-se assim um herói nacional.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Baracca queria o cavalo empinado nos seus aviões porque a sua esquadra, os &#8220;Battaglione Aviatori&#8221;, fora inscrita num regimento daCavalaria (as forças aéreas estavam nos seus primeiros anos e não tinham administração separada), e também porque ele mesmo tinha a reputação de melhor cavaliere (cavaleiro) de sua equipe.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Houve a suposição que a escolha de um cavalo tivesse sido em parte por causa do fato de que a sua nobre família fosse conhecida por ter muitos cavalos entre os seus bens em Lugo di Romagna. Outra teoria não comprovada sugere que Baracca copiou o desenho de cavalo empinado de um piloto alemão que tinha o emblema da cidade de Stuttgart no seu avião. Coincidência ou não, a fabricante alemãde carros Porsche, de Stuttgart, usou emprestado seu logo de cavalo empinado do emblema da cidade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Em 17 de Junho de 1923, Enzo Ferrari ganhou uma corrida no circuito de Savio em Ravenna onde conheceu a Condessa Paolina, mãe de Baracca. A Condessa pediu que ele usasse o desenho de um cavalo nos seus carros, sugerindo que isso lhe daria boa sorte, mas a primeira corrida na qual a Alfa Romeo permitiu o uso do cavalo nos carros da Scuderia foi onze anos depois, nas 24 Horas de Spa em1932. A Ferrari ganhou.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Ferrari deixou o cavalo negro como havia sido feito no avião de Baracca; contudo, ele adicionou um fundo amarelo porque era a cor símbolo de sua terra natal, Modena.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Uma das imagens de marca da Ferrari é a sua cor &#8220;rosso corsa&#8221; (vermelho de corrida). A utilização dessa cor teve início nos anos 20, altura em que a entidade que viria a ser chamada de FIA, impunha que as marcas italianas teriam de apresentar cor vermelha, as francesas azul, as alemãs branca e as inglesas verde.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">O cavalo empinado não foi sempre identificado como marca apenas da Ferrari: Fabio Taglioni usou-o nas suas motocicletas Ducati. O pai de Tagliani foi de fa(c)to um companheiro de Baracca e lutou com ele no 91º Esquadrão Aéreo, mas ao passo que a fama da Ferrari cresceu, Ducati abandonou o cavalo; esse pode ter sido o resultado de um acordo privativo entre as duas marcas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Em 1940 a Alfa Romeo é absorvida pelo governo de Mussolini e utilizada como porta-estandarte do seu governo. Por esta altura a Scuderia Ferrari, impedida de ingressar em competições automóveis, passa a construir acessórios para aviões e peças para máquinas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Com o final da II Guerra Mundial e queda do regime de Mussolini, é fundada a marca Ferrari, com o lançamento do seu primeiro modelo de estrada em 1947. O modelo lançado nesse ano foi o Ferrari 125 Sport com um motor V12 de 1500 cc.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Em 1951 a Ferrari consegue a sua primeira vitória na Fórmula Um e em 1956 Juan Manuel Fangio ganha o campeonato mundial ao volante de um Ferrari. Esse foi também um ano triste para Enzo Ferrari com a morte do seu filho Dino.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Em 1961 os tempos começaram a ficar difíceis para a Ferrari, depois de conflitos internos que levaram à saída de vários membros da direcção. A Ferrari, mesmo assim, conseguiu alcançar um grande número de vitórias em competição e elevar o seu nome.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Na década de 60 a Ford tentou comprar a Ferrari, tendo em vista a competição automóvel. Mas essa tentativa falhou e a Ford procedeu à criação do Ford GT40 que conseguiu acabar com o domínio da Ferrari nas 24h de Le Mans, que vigorou desde 1960 até 1965.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Em resultado dos problemas financeiros que a Ferrari estava a atravessar, a FIAT adquiriu parte da Ferrari em 1965 aumentando-a para 50% em 1969.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Para comemorar os 40 anos de existência da Ferrari, é lançado em 1987 o Ferrari F40, sendo esse o carro de estrada mais rápido do mundo até a altura.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Em 1988 Enzo Ferrari morre com a idade de 90 anos e nesse mesmo ano a FIAT aumenta o seu controlo para 90%.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Em 1997 a Ferrari adquire 50% da Maserati à FIAT, passando a ter total controlo da marca em 1999. A Ferrari utilizou a Maserati como a sua divisão de luxo até 2005, altura em que o controlo regressaria à FIAT.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">A Ferrari continuou a alcançar grandes feitos na competição automóvel, conseguido vencer a Fórmula Um, na categoria de construtores, de 1999 até 2004 com os pilotos Michael Schumacher e Rubens Barrichello.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Em 2003 a Ferrari, em memória do seu fundador, lança o Ferrari Enzo um super desportivo baseado na tecnologia utilizada na Fórmula 1.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">O cavalo empinado é hoje uma marca registada da Ferrari.</div>
<div>Ferrari é um fabricante italiano de carros de corrida e de esportivos de alto desempenho fundado por Enzo Ferrari em 1929. No início, aScuderia Ferrari patrocinou pilotos e carros de corrida fabricados; a empresa começou sua produção independente em 1946, mais tarde se tornando Ferrari S.p.A., e desde 1969, quando foi vendida, faz parte do grupo Fiat. A empresa está sediada em Maranello, próximo à Modena, Itália.</div>
<div>O automóvel desta marca é designado por uma (português brasileiro) ou um (português europeu) Ferrari.</div>
<div><a rel="attachment wp-att-653" href="http://www.choppkremer.com.br/blog/2010/06/ferrari-combina-com-chopp-kremer/enzoferrari/"><img class="size-full wp-image-653 alignleft" style="border: 0pt none;" title="enzoferrari" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/enzoferrari.jpg" alt="enzoferrari" width="250" height="188" /></a></div>
<div><strong><span style="color: #800000;">O &#8220;Cavalo Rampante&#8221;</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #800000;"><br />
</span></strong></div>
<div>O famoso símbolo da Ferrari é um cavalo negro empinado num fundo amarelo, sempre com as letras S F de Scuderia Ferrari.</div>
<div>O cavalo era originalmente o símbolo do Conde Francesco Baracca, um lendário &#8220;asso&#8221; (ás) da força aérea italiana durante a I Guerra Mundial, que o pintou na lateral de seus aviões. Baracca morreu muito jovem em 19 de Junho de 1918, abatido após 34 duelos vitoriosos e muitas vitórias em grupo, tornando-se assim um herói nacional.</div>
<div>Baracca queria o cavalo empinado nos seus aviões porque a sua esquadra, os &#8220;Battaglione Aviatori&#8221;, fora inscrita num regimento daCavalaria (as forças aéreas estavam nos seus primeiros anos e não tinham administração separada), e também porque ele mesmo tinha a reputação de melhor cavaliere (cavaleiro) de sua equipe.</div>
<div>Houve a suposição que a escolha de um cavalo tivesse sido em parte por causa do fato de que a sua nobre família fosse conhecida por ter muitos cavalos entre os seus bens em Lugo di Romagna. Outra teoria não comprovada sugere que Baracca copiou o desenho de cavalo empinado de um piloto alemão que tinha o emblema da cidade de Stuttgart no seu avião. Coincidência ou não, a fabricante alemãde carros Porsche, de Stuttgart, usou emprestado seu logo de cavalo empinado do emblema da cidade.</div>
<div>Em 17 de Junho de 1923, Enzo Ferrari ganhou uma corrida no circuito de Savio em Ravenna onde conheceu a Condessa Paolina, mãe de Baracca. A Condessa pediu que ele usasse o desenho de um cavalo nos seus carros, sugerindo que isso lhe daria boa sorte, mas a primeira corrida na qual a Alfa Romeo permitiu o uso do cavalo nos carros da Scuderia foi onze anos depois, nas 24 Horas de Spa em1932. A Ferrari ganhou.</div>
<div>Ferrari deixou o cavalo negro como havia sido feito no avião de Baracca; contudo, ele adicionou um fundo amarelo porque era a cor símbolo de sua terra natal, Modena.</div>
<div>Uma das imagens de marca da Ferrari é a sua cor &#8220;rosso corsa&#8221; (vermelho de corrida). A utilização dessa cor teve início nos anos 20, altura em que a entidade que viria a ser chamada de FIA, impunha que as marcas italianas teriam de apresentar cor vermelha, as francesas azul, as alemãs branca e as inglesas verde.</div>
<div>O cavalo empinado não foi sempre identificado como marca apenas da Ferrari: Fabio Taglioni usou-o nas suas motocicletas Ducati. O pai de Tagliani foi de fa(c)to um companheiro de Baracca e lutou com ele no 91º Esquadrão Aéreo, mas ao passo que a fama da Ferrari cresceu, Ducati abandonou o cavalo; esse pode ter sido o resultado de um acordo privativo entre as duas marcas.</div>
<div>Em 1940 a Alfa Romeo é absorvida pelo governo de Mussolini e utilizada como porta-estandarte do seu governo. Por esta altura a Scuderia Ferrari, impedida de ingressar em competições automóveis, passa a construir acessórios para aviões e peças para máquinas.</div>
<div>Com o final da II Guerra Mundial e queda do regime de Mussolini, é fundada a marca Ferrari, com o lançamento do seu primeiro modelo de estrada em 1947. O modelo lançado nesse ano foi o Ferrari 125 Sport com um motor V12 de 1500 cc.</div>
<div>Em 1951 a Ferrari consegue a sua primeira vitória na Fórmula Um e em 1956 Juan Manuel Fangio ganha o campeonato mundial ao volante de um Ferrari. Esse foi também um ano triste para Enzo Ferrari com a morte do seu filho Dino.</div>
<div>Em 1961 os tempos começaram a ficar difíceis para a Ferrari, depois de conflitos internos que levaram à saída de vários membros da direcção. A Ferrari, mesmo assim, conseguiu alcançar um grande número de vitórias em competição e elevar o seu nome.</div>
<div>Na década de 60 a Ford tentou comprar a Ferrari, tendo em vista a competição automóvel. Mas essa tentativa falhou e a Ford procedeu à criação do Ford GT40 que conseguiu acabar com o domínio da .</div>
<div>A Ferrari continuou a alcançar grandes feitos na competição automóvel, conseguido vencer a Fórmula Um, na categoria de construtores, de 1999 até 2004 com os pilotos Michael Schumacher e Rubens Barrichello.</div>
<div>Em 2003 a Ferrari, em memória do seu fundador, lança o Ferrari Enzo um super desportivo baseado na tecnologia utilizada na Fórmula 1.</div>
<div>O cavalo empinado é hoje uma marca registada da Ferrari.<a rel="attachment wp-att-652" href="http://www.choppkremer.com.br/blog/2010/06/ferrari-combina-com-chopp-kremer/ferrari2/"></a></div>
<p style="text-align: right; "><img class="aligncenter size-medium wp-image-652" title="ferrari2" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/ferrari2-300x225.jpg" alt="ferrari2" width="300" height="225" /><em>fonte:wpd</em></p>
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		<title>História da Nextel que combina com Chopp Kremer</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 18:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte Site Nextel 1987: Mogarn E. O’Brien e Brian d.McAuley – profissionais da Comissão Federal dos Estados Unidos, atuantes no setor de telecomunicações –, com o intuito de prover um serviço móvel especializado de alta qualidade e redução de custos operacionais, fundam a Fleet Call, empresa especializada em radiocomunicação. 1990: Craig McCaw assume a diretoria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fonte Site <a href="http://www.nextel.com.br">Nextel</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a rel="attachment wp-att-539" href="http://www.choppkremer.com.br/blog/2010/06/historia-da-nextel-que-combina-com-chopp-kremer/logo-nextel/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-539" style="border: 0pt none;" title="logo-nextel" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/logo-nextel-300x62.jpg" alt="logo-nextel" width="300" height="62" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.nextel.com.br"></a><br />
1987:</strong> Mogarn E. O’Brien e Brian d.McAuley – profissionais da Comissão Federal dos Estados Unidos, atuantes no setor de telecomunicações –, com o intuito de prover um serviço móvel especializado de alta qualidade e redução de custos operacionais, fundam a Fleet Call, empresa especializada em radiocomunicação.</p>
<p><strong>1990:</strong> Craig McCaw assume a diretoria da Fleet Call, o que resulta em alianças estratégicas com líderes de empresas de comunicação de primeira linha, como Motorola e Northen, que fornecem uma campanha de tecnologia para redes de telecomunicação móvel digital. A base de assinantes de rádio freqüência era superior a 120 mil.</p>
<p><strong>1994:</strong> Por meio da fusão com outras empresas de trunking, a empresa passa a ter 50 licenças nos principais pontos dos Estados Unidos. Nasce então a nova companhia: Nextel Communications, Inc.</p>
<p><strong>1996:</strong> A Nextel Communications, Inc. (NCI) – ex-proprietária exclusiva da NII Holdings, Inc. (NII) – apresenta a nova tecnologia iDEN da Motorola, a primeira a combinar telefonia móvel digital, rádio digital e pager alfanumérico em um só aparelho.</p>
<p><strong>1997:</strong> A Nextel Communications, Inc. chega ao Brasil, investindo 3 bilhões de reais no país. Adquire 20 empresas que possuíam pontos de trunking analógico em várias localidades.</p>
<p><strong>1998:</strong> A NII lança o serviço wireless digital iDEN no Brasil e na Argentina.</p>
<p><strong>2002:</strong> A NII converte-se em uma companhia de capital aberto.</p>
<p><strong>2004:</strong> Em maio, a Nextel Brasil expande o serviço de Conexão Direta Internacional para a Argentina, Estados Unidos, Peru e México. No mês de setembro, é inaugurada a nova sede própria da companhia.</p>
<p><strong>2006:</strong> Lançamento do serviço de Conexão Direta Internacional com o Chile. Neste ano, foi inaugurada a nova sede da Nextel no Brasil.</p>
<p><strong>2007:</strong> Em janeiro, a Nextel Brasil anuncia seu novo presidente, Sérgio Chaia. No mês de abril, a empresa comemora a conquista de 1 milhão de clientes. Em junho, Alejandro Raposo assume o posto de VP de Customer Operations e Comercial, momento que marca a fusão de duas grandes áreas da empresa.</p>
<p><strong>2008:</strong> Em julho, a Nextel anuncia investimento adicional de US$ 100 milhões para a chegada no primeiro semestre de 2009 aos principais mercados do Nordeste (Salvador, Fortaleza e Recife), além de Vitória, no Espírito Santo.</p>
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		<title>Harley Davidson &#8211; A História da marca</title>
		<link>http://www.choppkremer.com.br/blog/2010/04/harley-davidson-a-historia-da-marca/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 19:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interagindo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas de Sucesso combinam com Chopp Kremer]]></category>

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		<description><![CDATA[Harley Davidson combina com Chopp Kremer HISTORIA DA HARLEY-DAVIDSON A Harley comecou com uma ideia de dois malucos em 1901, em Milwaukee, nos Estados Unidos. Um tinha 20 anos e outro 21. Ambos amigos de infância. Ambos eram desenhistas de peças para carros em uma empresa. Se juntaram a outros 2 HarleyBrothers que eram ótimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Harley Davidson combina com Chopp Kremer</strong></p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-425" title="harley-davidson-logo1-300x247" src="http://www.choppkremer.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/harley-davidson-logo1-300x2471-150x150.jpg" alt="harley-davidson-logo1-300x247" width="150" height="150" /></p>
<p style="text-align: justify;">HISTORIA DA HARLEY-DAVIDSON A Harley comecou com uma ideia de dois malucos em 1901, em Milwaukee, nos Estados Unidos. Um tinha 20 anos e outro 21. Ambos amigos de infância. Ambos eram desenhistas de peças para carros em uma empresa. Se juntaram a outros 2 HarleyBrothers que eram ótimos mecânicos e montaram a primeira Harley-Davidson numa garagem escura. O carburador era feito de uma lata de molho de tomate (abençoado seja). O motor foi acoplado a uma bike e na subida tinha q pedalar senão não subia nem com reza brava.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a produção estava prometendo, construiram um barraco de 4X5 mts no quintal da casa do cara. Na porta do barraco pintaram &#8220;Harley-Davidson Motor Co.&#8221;, e entao nasceu a Lenda. Em 1903, produziram 3 motocicletas. A primeira foi vendida pra um maluco q andou 6.000 milhas, que vendeu pra outro que andou 15.000 milhas e que vendeu pra outros 3 mais doidos q juntos andaram 62.000 milhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse mesmo ano a Harley-Davidson foi anunciada como a única moto a cobrir mais de 100.000 milhas e continuar rodando com peças originais . Apos 4 anos a produçãoo aumentou pra 50 motocicletas, assim como o galpão e o número de funcionários e o bolso dos caras também já estava ficando cheio de doletas ($). No mesmo ano a producao triplicou!</p>
<p style="text-align: justify;">Até 1913 as motos so pegavam no tranco ou então na pedalada, daí inventaram o pedal de partida. Em 1914 a Harley-Davidson começou a apoiar corredores independentes e conquistou N títulos. Em 1917 os EUA entraram na Primeira Guerra Mundial e a Harley-Davidson fez a sua parte e comecou a produzir só motos para serem usadas na Guerra. Durante este período, com a produção de motocicletas para civis suspensa na Inglaterra, os motociclistas que não estavam no combate foram obrigados a olhar para motos de fora, fazendo com que a fama da Harley aumentasse ainda mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes do fim da guerra, mais de 20.000 motos foram despachadas para a Europa. Até a Guerra, todas as motos fabricadas eram da cor cinza. Durante e após a guerra passaram a ser da cor verde. Em 1921 a Harley foi a primeira moto a ganhar uma corrida com a grande velocidade de 100 milhas por hora. Em 1926, surge o tanque em forma de gota, que virou marca registrada da companhia.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém tambem em 1929, a indústria de motocicletas e a indústria automobilística passaram por uma crise devido a falta de dinheiro para adquirir um transporte individual. Muitas fábricas fecharam. Nesta época, as motocicletas tornaram-se objeto de recreação. A Harley &#8211; Davidson, assim como as outras, também foi atingida, fazendo com que a produção baixasse de 32.000 motos por ano para 6.000 ate 1933.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o fim da crise em 1933, a Harley, para atrair compradores, começou a pintar as motos em várias cores diferentes e colar decalques. Com esse tipo de inovacao, nasceu o estilo Harley-Davidson, não sí de possuir sua motocicleta com características próprias, mas também de usar roupas de couro negras, de ouvir um rock (heavy também) e de ser livre.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, foram surgindo os acessórios, que hoje fazem parte da historia da Harley. 1956 foi o ano em que o Rock n&#8217; Roll tomou conta dos EUA. Em maio deste ano, a revista &#8220;The Enthusiast&#8221;, publicou um artigo entitulado &#8220;Quem é Elvis Presley?&#8221;, o jovem cantor de Memphis que apareceu na revista com sua motocicleta favorita, uma Harley &#8211; Davidson.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí a Harley e o Rock&#8217;n Roll nunca mais se separaram. Nos anos 70 o sucesso da Harley nas estradas era tão grande quanto nas pistas. Já era fabricada também na Itália. Daí pra frente foi se superando cada vez mais e mais, com o motor e o design cada vez mais inacreditáveis e supreendentes. Resumindo a Harley-Davidson Motor Company deixou sua marca na história e acima de tudo, a companhia provou para quem quiser ver que a aventura ainda esta longe de morrer. Yeah! Born to be wild!</p>
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