A história do lúpulo

15 de fevereiro de 2010 | Por admin

O lúpulo tem sua principal aplicação na fabricação da cerveja. Ele dá a  cerveja sabor e aroma, atua como um conservante natural e auxilia na formação da espuma. No passado já foi utilizado como sedativo em travesseiros, chás de lúpulo e como agente aromatizante na fabricação de queijos e pães. Já esteve e agora voltou a ter utilização na àrea de cosmésticos.

O uso de lúpulo na fabricação de cerveja remonta a 736 DC no sul da Europa Central. Para os Estados Unidos ele foi levado em 1629 pelos colonizadores. Hoje em dia, praticamente todo o lúpulo cultivado comercialmente se encontra nos estados do noroeste pací­fico: Washington, Oregon e Idaho.

Lúpulos são plantas permanentes que podem ser machos ou fêmeas. As plantas macho são utilizadas para reprodução (fertilização) e não tem aplicação na cerveja. Já as plantas fêmeas produzem um cone de lúpulo que contém as propriedades quí­micas que são utilizadas no processo de fabricação de cerveja. Esse material é conhecido por lupulina.Existem basicamente dois tipos de lúpulo: o aromático e o amargo. Os lúpulos aromáticos são caracterizados por terem teores àcidos alfa baixos, níveis mais altos de àcidos beta e um perfil de óleo associado a bom aroma. Esses lúpulos geralmente são usados como lúpulos de acabamento ou condicionadores e são adicionados ao mosto normalmente nos minutos finais da fervura. Lúpulos amargos possuem um ní­vel bem mais elevado de ácidos alfa do que de ácidos beta. Esses geralmente são utilizados no processo de fervura para extração do amargor. Existem algumas variedades que são consideradas como, por exemplo, o Northern Brewer, Cluster entre outras.

Existem várias formas de acondicionamento do lúpulo, são elas:

Lúpulo Natural: é o lúpulo em folha no formato de cones os quais passaram por um processo de secagem e depois são prensados e armazenados em fardos. Esta maneira de utilização apesar de hoje ainda ter aplicação, é a mais inconsistente em ní­vel de rendimento, é volumosa, apresentando péssimas condições de estocagem pelo espaço que ocupa. Convém salientar que a nível mundial existem cervejarias que não abrem mão da utilização do lúpulo natural.


Lúpulo em pellets:
 De lúpulo são basicamente lúpulos em folha que foram moí­dos e depois prensados em forma de pequenos cones. Os lúpulos moí­dos se mantém unidos nestes pequenos cones comprimidos, por causa da resina natural do lúpulo. Nenhum aditivo é colocado num padrão do tipo 90. Esse produto é acondicionado então em uma embalagem fechada é  vácuo. A maior vantagem é menos espaço para armazenagem, melhor consistência e utilização acentuada. No caso do lúpulo ser moí­do e pelletizado como ele é colhido, o pellet é denominado T-90. Porém no caso do lúpulo sofrer uma retirada das folhas o pellet é denominado T-45 obtendo-se mais ácido alfa em volumes menores.

Lúpulo Extrato: Muitas cervejarias espalhadas pelo mundo usam uma forma liquefeita de lúpulos chamada de extrato de lúpulo. Basicamente esse processo remove a resina da matéria vegetativa do lúpulo. Existem muitas espécies desse produto. As vantagens são: a consistência, menor espaço de estocagem, deterioração mí­nima e maior utilização. Uma desvantagem é que o lúpulo foi alterado em sua essência.

Produtos de lúpulo: Além dos lúpulos aqui mencionados, começam a surgir os produtos de lúpulo, que são os óleos essenciais e essências de lúpulo. Estes produtos podem ser aplicados nas diversas etapas do processo produtivo da cerveja.

Fonte: www.weconsultoria.com.br